Cientistas registram árvores emitindo eletricidade durante tempestades

Pesquisadores da Penn State capturaram pela primeira vez descargas elétricas conhecidas como corona em árvores durante tempestades. Essas emissões, que se manifestam como um brilho sutil nas copas das árvores, podem desempenhar um papel significativo na purificação do ar, ao quebrar poluentes atmosféricos.
Descoberta de descargas corona em árvores
As descargas corona são pequenas pulsos elétricos que ocorrem nas extremidades das folhas, resultando em um brilho visível na faixa ultravioleta. Essa descoberta, que se manteve como uma hipótese por mais de 70 anos, foi finalmente confirmada em um ambiente natural, após décadas de especulação sobre sua existência fora de laboratórios. O fenômeno foi documentado em uma pesquisa publicada na Geophysical Research Letters.
Expedição da Penn State em busca de fenômenos atmosféricos
Em junho de 2024, uma equipe de pesquisadores da Penn State embarcou em uma expedição pela Costa Leste dos Estados Unidos, utilizando uma van equipada com instrumentos meteorológicos. O objetivo era observar tempestades na Flórida, onde a atividade elétrica é frequente. No entanto, as condições climáticas não foram favoráveis, levando a equipe a buscar novas oportunidades de observação.
Observações pioneiras na Carolina do Norte
Durante o retorno à Pensilvânia, os pesquisadores encontraram condições ideais na Carolina do Norte, onde uma tempestade intensa permitiu a captura das descargas corona em uma árvore de gum. Esta observação representou a primeira confirmação desse fenômeno em um ambiente natural, com a equipe registrando a atividade elétrica durante quase duas horas de tempestade.
Implicações para a química atmosférica e limpeza do ar
As descargas corona podem ter um impacto significativo na química atmosférica, uma vez que geram radicais hidroxila, que atuam como oxidantes primários. Esses compostos reagem com poluentes no ar, incluindo gases como o metano, facilitando sua decomposição e contribuindo para a limpeza do ar. Estudos anteriores indicam que essas descargas podem ser uma fonte importante de agentes de limpeza atmosférica nas copas das florestas, como indicado em pesquisas anteriores analisadas.
A descoberta das descargas corona em árvores durante tempestades abre novas perspectivas para o entendimento da interação entre a vegetação e a atmosfera. A pesquisa não apenas confirma uma hipótese científica antiga, mas também sugere que as florestas podem desempenhar um papel ativo na mitigação da poluição do ar, destacando a importância da preservação dos ecossistemas florestais.
Fonte: sciencedaily.com






