Estudo revela nova ancestralidade no DNA japonês

Uma análise genética realizada por pesquisadores do RIKEN revelou a existência de um terceiro grupo ancestral na população japonesa, desafiando a teoria amplamente aceita das origens duplas. O estudo, que envolveu a sequenciação do genoma de mais de 3.200 indivíduos, sugere que a ancestralidade está ligada aos antigos Emishi, habitantes do nordeste do Japão.
Análise genética desafia teoria das origens duplas
Durante décadas, a origem da população japonesa foi atribuída principalmente a dois grupos: os caçadores-coletores Jomon e migrantes da Ásia Oriental. Contudo, a pesquisa do RIKEN, publicada na revista Science Advances, apresenta evidências que sustentam uma teoria de origens tripartidas, revelando uma diversidade genética maior do que se supunha.
Metodologia do estudo e abrangência da pesquisa
Os pesquisadores utilizaram a sequenciação do genoma completo, uma abordagem que fornece uma quantidade de dados significativamente maior do que as técnicas tradicionais. A coleta de amostras abrangeu sete regiões do Japão, de Hokkaido a Okinawa, e resultou na criação da biblioteca conhecida como JEWEL, que combina informações genéticas com dados médicos e históricos.
Descoberta de ancestralidade Emishi em regiões do Japão
A análise revelou que a ancestralidade Jomon é mais prevalente em Okinawa, enquanto a conexão com populações Han chinesas é mais forte no oeste do Japão. A nova ancestralidade relacionada aos Emishi foi identificada principalmente no nordeste, corroborando a ideia de múltiplas ondas migratórias que moldaram a história populacional do Japão.
Impacto do DNA Neandertal e Denisovano na saúde atual
Além da ancestralidade, o estudo também investigou a presença de DNA herdado de Neandertais e Denisovanos, que pode estar associado a condições de saúde contemporâneas, como diabetes e doenças cardíacas. Essa descoberta ressalta a influência de grupos humanos antigos na saúde da população atual.
As novas evidências apresentadas pelo estudo do RIKEN não apenas desafiam teorias estabelecidas sobre a origem do povo japonês, mas também ampliam o entendimento sobre a complexidade das migrações e interações entre diferentes grupos ao longo da história. A pesquisa abre novos caminhos para investigações futuras na genética populacional.






