Estudo revela que dieta reduz idade biológica em idosos

Um estudo conduzido pela Universidade de Sydney indica que mudanças na dieta de idosos podem resultar em uma redução significativa da idade biológica em apenas quatro semanas. A pesquisa sugere que padrões alimentares com menor teor de gordura ou mais baseados em plantas podem influenciar rapidamente marcadores biológicos relacionados ao envelhecimento.
Mudanças dietéticas e idade biológica
A pesquisa focou em adultos com idades entre 65 e 75 anos, avaliando como diferentes padrões alimentares impactam a chamada “idade biológica”, que é uma medida baseada em marcadores fisiológicos, em vez da idade cronológica. O estudo, liderado pela Dra. Caitlin Andrews, acrescenta evidências ao crescente corpo de pesquisas que relacionam a dieta ao envelhecimento, mesmo em idades mais avançadas.
Metodologia da pesquisa
Os pesquisadores analisaram 104 participantes, que foram divididos aleatoriamente em quatro grupos, cada um seguindo uma dieta específica. As dietas incluíam duas opções onívoras e duas semi-vegetarianas, com 14% da ingestão calórica total proveniente de proteínas. As dietas foram categorizadas em alta gordura e baixa carboidrato, ou baixa gordura e alta carboidrato, resultando em quatro grupos: onívoro alto em gordura, onívoro alto em carboidrato, semi-vegetariano alto em gordura e semi-vegetariano alto em carboidrato.
Resultados das diferentes dietas
Os resultados mostraram que os participantes das dietas onívoras e semi-vegetarianas, exceto o grupo que manteve uma dieta onívora alta em gordura, apresentaram reduções na idade biológica. O grupo que seguiu a dieta onívora alta em carboidrato demonstrou as evidências mais significativas de redução da idade biológica, com uma composição de 14% de proteínas, 28-29% de gorduras e 53% de carboidratos.
Perspectivas para estudos futuros
Os pesquisadores alertam que os resultados ainda são preliminares e que estudos de longo prazo são necessários para determinar se essas mudanças dietéticas podem levar a benefícios duradouros para a saúde ou a uma redução no risco de doenças relacionadas à idade. A Dra. Andrews enfatiza a importância de futuras pesquisas para explorar a sustentabilidade dessas mudanças e sua aplicabilidade em outras populações.
O estudo foi publicado na revista Aging Cell e pode ser acessado através do link DOI: 10.1111/acel.70507. A pesquisa foi financiada pela Universidade de Sydney e pelo Charles Perkins Centre.






