Pesquisadores da McGill potencializam células NK contra cânceres

Pesquisadores da McGill University desenvolveram uma nova estratégia de imunoterapia que potencializa as células natural killer (NK) do sistema imunológico, permitindo que elas combatam cânceres agressivos, como leucemia e glioblastoma. A técnica, que envolve o bloqueio temporário de proteínas, promete aumentar a eficácia dessas células no combate a tumores.
Estratégia de imunoterapia inovadora
A nova abordagem foi desenvolvida no Rosalind & Morris Goodman Cancer Institute e no Research Institute of the McGill University Health Centre. Os pesquisadores descobriram que a inibição de duas proteínas específicas melhora significativamente a capacidade das células NK de atacar células cancerígenas. Em estudos pré-clínicos, as células tratadas demonstraram eficácia na destruição de células de câncer humano de diversos tipos agressivos.
Bloqueio de proteínas aumenta eficácia das células NK
O bloqueio temporário das proteínas permite que as células NK superem as barreiras protetoras que os tumores utilizam para evitar a destruição. Essa técnica se diferencia das terapias convencionais, que frequentemente envolvem modificações genéticas permanentes nas células imunológicas. A abordagem dos pesquisadores é reversível, o que pode reduzir riscos associados a efeitos colaterais indesejados.
Abordagem reversível e segura para tratamento
Os cientistas utilizaram células NK obtidas de sangue de cordão umbilical, o que possibilita a preparação dessas células para uso imediato em pacientes. Essa metodologia contrasta com as terapias atuais, que exigem a coleta e personalização das células do próprio paciente, um processo que pode ser demorado e custoso. A nova técnica promete tornar a imunoterapia mais rápida e acessível.
Perspectivas para ensaios clínicos em leucemia
Os pesquisadores planejam testar a nova terapia em ensaios clínicos, com foco inicial na leucemia mieloide aguda, uma forma agressiva de câncer sanguíneo. Os ensaios aguardam aprovação regulatória e financiamento. O estudo foi publicado na revista EMBO Reports e pode representar um avanço significativo no tratamento de cânceres com opções limitadas para os pacientes.
A pesquisa, liderada por Michel L. Tremblay e Chu-Han Feng, foi apoiada por diversas instituições, incluindo a Canadian Institutes of Health Research Foundation e a McGill University Health Centre Foundation. A abordagem inovadora pode transformar o cenário da imunoterapia, oferecendo novas esperanças para pacientes com cânceres difíceis de tratar.






