TU Wien detecta entrelaçamento quântico em cristal de metal

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Viena (TU Wien) identificaram, pela primeira vez, o entrelaçamento quântico em um cristal de metal de tamanho centimétrico. A descoberta representa um avanço significativo na compreensão dos efeitos quânticos em materiais maiores, desafiando a noção de que tais fenômenos ocorrem apenas em sistemas microscópicos.
Descoberta de entrelaçamento quântico
O estudo revelou evidências de um alto nível de entrelaçamento quântico em um cristal de metal estranho. A pesquisa foi realizada por uma equipe da TU Wien, que utilizou um método inovador para medir a resposta do material a perturbações, estabelecendo uma nova conexão entre a física do estado sólido e a física quântica.
Método utilizado na pesquisa
Os cientistas aplicaram uma ferramenta da teoria da informação quântica chamada informação quântica de Fisher. Essa abordagem permite quantificar a sensibilidade de um sistema quântico a mudanças, revelando o grau de entrelaçamento presente no material. A equipe demonstrou que, ao contrário de partículas independentes, grupos de pelo menos nove entidades quânticas atuam coletivamente.

Características do metal estranho
O cristal estudado é composto por cerium, paládio e silício, classificado como um metal estranho, conhecido por suas propriedades quânticas incomuns. A pesquisa se concentrou em entender o comportamento peculiar desse material, que também é observado em supercondutores de alta temperatura. A descoberta do entrelaçamento quântico pode oferecer explicações para a condução elétrica silenciosa observada em tais materiais.
Implicações para a física do estado sólido
Os resultados obtidos têm implicações significativas para a física do estado sólido, sugerindo que o forte entrelaçamento quântico está diretamente relacionado ao comportamento anômalo dos metais estranhos. Essa nova compreensão pode levar a avanços em tecnologias quânticas e na exploração de novos materiais com propriedades inovadoras.

A pesquisa foi publicada na revista Nature e representa um marco na exploração das interações quânticas em materiais macroscópicos.






