Estudo indica que Alzheimer pode começar com perda de flexibilidade

Pesquisadores da Texas A&M Health identificaram que a perda de flexibilidade cognitiva pode preceder a perda de memória em modelos animais de Alzheimer. O estudo sugere que a capacidade do cérebro de se adaptar a novas situações começa a declinar antes dos sintomas clássicos da doença.
Cognitividade antes da perda de memória
Os cientistas observaram que camundongos 5xFAD, um modelo amplamente utilizado para estudar Alzheimer, apresentaram dificuldades em tarefas que exigiam flexibilidade cognitiva meses antes de mostrar déficits na memória espacial. Essa descoberta sugere que a função executiva pode ser um alvo precoce para a detecção da doença.
Mudanças na função executiva como sinal precoce
O estudo revelou que a função executiva, que envolve planejamento, tomada de decisões e adaptação a novas informações, foi comprometida antes que os camundongos apresentassem problemas de memória. Os pesquisadores utilizaram uma tarefa de aprendizado reverso para avaliar a adaptabilidade dos animais, que falharam em ajustar suas ações a novas regras, mesmo mantendo a memória intacta.
Circuitos cerebrais hiperativos e suas implicações
Os pesquisadores identificaram circuitos cerebrais hiperativos, especificamente entre o córtex pré-frontal medial e o estriado, como responsáveis pelas alterações na flexibilidade cognitiva. A atividade excessiva desses circuitos pode aumentar a produção de placas de beta-amiloide, criando um ciclo vicioso que prejudica ainda mais a função cerebral.
Possíveis avanços no diagnóstico precoce
Embora os resultados tenham sido obtidos em modelos animais, eles sugerem que testes de flexibilidade cognitiva possam auxiliar na detecção precoce do Alzheimer em humanos. A identificação antecipada da doença é crucial, pois pode aumentar as chances de sucesso dos tratamentos disponíveis. O estudo foi publicado na revista Nature Communications e pode ser acessado através do link aqui.
A pesquisa contribui para uma nova compreensão sobre os sintomas iniciais do Alzheimer, enfatizando a importância de monitorar não apenas a memória, mas também a adaptabilidade e a função executiva como indicadores da doença.






