Embolização da artéria genicular oferece alternativa à cirurgia no joelho

A embolização da artéria genicular (EAG) surge como uma opção promissora para pacientes com dor crônica no joelho que desejam evitar ou adiar a cirurgia de substituição do joelho. O procedimento minimamente invasivo tem demonstrado resultados positivos, permitindo que muitos indivíduos recuperem a qualidade de vida.
O que é a embolização da artéria genicular
A embolização da artéria genicular é um procedimento que visa aliviar a dor crônica no joelho, reduzindo o fluxo sanguíneo para áreas inflamadas dentro da articulação. Essa técnica é especialmente indicada para pacientes com osteoartrite leve a moderada, que não obtiveram sucesso com tratamentos conservadores.
Resultados promissores para pacientes com dor crônica
Estudos iniciais indicam que cerca de 70% dos pacientes que se submeteram à EAG relataram uma redução significativa na dor, com alguns alcançando alívio total. A Dra. Leigh Casadaban, especialista em radiologia intervencionista, afirma que o procedimento pode ser uma alternativa viável para aqueles que não estão prontos para uma cirurgia maior.
Como é realizado o procedimento
A EAG é realizada em um ambiente ambulatorial, geralmente em uma a duas horas, sob sedação consciente. Um pequeno corte é feito na parte interna da perna, e um cateter é guiado até as artérias geniculares, onde pequenas esferas são liberadas para bloquear o fluxo sanguíneo nas áreas inflamadas. Após o procedimento, os pacientes são monitorados por algumas horas antes de receber alta.
Possíveis aplicações em outras condições articulares
Embora a EAG seja atualmente utilizada para tratar a dor no joelho, pesquisadores estão explorando sua eficácia em outras condições articulares, como ombro congelado, cotovelo de tenista e fascite plantar. Estudos em andamento buscam avaliar a possibilidade de aplicar essa técnica em diferentes articulações.
A embolização da artéria genicular representa uma inovação no tratamento da dor crônica no joelho, oferecendo uma alternativa menos invasiva e com resultados promissores. A continuidade das pesquisas poderá ampliar suas aplicações e beneficiar um número maior de pacientes.






