UC Berkeley desenvolve laser para microscopia de proteínas

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley, desenvolveram um sistema de laser que promete revolucionar a microscopia eletrônica, permitindo a visualização de proteínas que antes eram consideradas pequenas demais para serem analisadas com clareza. A inovação pode ampliar significativamente a capacidade de resolução de estruturas biológicas complexas.
Inovação em microscopia eletrônica
A nova técnica utiliza um laser de alta intensidade para alterar a fase de um feixe de elétrons, aumentando o contraste em microscópios de crioeletrônica (cryo-EM). Essa abordagem visa superar limitações de sinal-ruído que dificultam a análise de muitas proteínas humanas e animais, que são geralmente muito pequenas para serem resolvidas com precisão.
Melhoria na visualização de proteínas
O sistema desenvolvido pelo professor Holger Müller e sua equipe melhora a visualização de moléculas como a hemoglobina, facilitando a distinção de estruturas em ambientes celulares densamente povoados. A técnica de contraste de fase, que foi adaptada para o cryo-EM, promete aumentar a capacidade de análise de proteínas em seu contexto celular natural.

Desenvolvimento do microscópio Theia
O microscópio, denominado Theia, foi equipado com a nova placa de fase a laser e é considerado um avanço significativo na microscopia eletrônica. Biohub, uma organização que apoia a pesquisa biomédica, financiou a construção de um microscópio Thermo Fisher Krios modificado, que oferece resolução superior mesmo sem o uso do laser.
Histórico da técnica de contraste de fase
A técnica de contraste de fase foi desenvolvida pelo físico holandês Frits Zernike em 1930, que recebeu o Prêmio Nobel de Física de 1953 por sua descoberta. Embora a técnica tenha sido inicialmente aplicada a microscópios ópticos, tentativas anteriores de adaptá-la para microscópios eletrônicos enfrentaram desafios significativos, como a redução da intensidade do feixe e a instabilidade das imagens.

O desenvolvimento do sistema atual, que levou 15 anos, representa um marco na aplicação de lasers em microscopia, prometendo avanços significativos na biologia estrutural e na compreensão de processos celulares complexos.






