NASA registra transformação turquesa do Mar Negro em 2026

Em 22 de junho de 2026, o satélite PACE da NASA registrou uma impressionante transformação do Mar Negro, que se tornou turquesa devido a um grande florescimento de coccolithophores, organismos microscópicos que habitam suas águas. Essa mudança de coloração é um fenômeno sazonal que ocorre na região durante a primavera e o verão.
Observação do satélite PACE
O satélite PACE (Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem) capturou imagens do Mar Negro com padrões vibrantes de azul e turquesa, evidenciando a presença massiva de coccolithophores. O instrumento OCI (Ocean Color Instrument) do satélite permitiu a visualização dessa transformação, que é particularmente notável em períodos de floração intensa desses organismos.

Coccolithophores e sua influência na coloração
Os coccolithophores são fitoplânctons microscópicos cobertos por pequenas placas de carbonato de cálcio. Quando se agrupam em grandes quantidades, suas coberturas reflexivas conferem à água uma aparência azulada e leitosa. Este fenômeno é mais comum no Mar Negro entre o final da primavera e o início do verão, enquanto em outras épocas do ano, diatomáceas, outro tipo de microalga, podem dominar.

Impacto visual no Estreito de Bósforo
A coloração turquesa também foi observada no Estreito de Bósforo, que conecta o Mar Negro ao Mar de Mármara. Em 27 de maio de 2026, um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional registrou a floração de fitoplânctons na região, evidenciando como as correntes influenciam a dispersão desses organismos. A imagem capturada mostra a movimentação das águas e a presença dos coccolithophores.

Ciclo do carbono e relevância ecológica
Além de sua beleza visual, os coccolithophores desempenham um papel crucial no ciclo do carbono oceânico. Durante seu crescimento, esses organismos absorvem carbono, que pode ser depositado no fundo do mar após sua morte, contribuindo para a redução da concentração de carbono na atmosfera. Esse processo é fundamental para a manutenção do equilíbrio ecológico marinho.
As observações do PACE e da Estação Espacial Internacional são essenciais para o monitoramento das flutuações nos ecossistemas marinhos e suas implicações no clima global. A pesquisa contínua sobre esses fenômenos é vital para entender as mudanças ambientais e suas consequências.






