Estudo liga metade dos casos de demência a fatores modificáveis

Uma pesquisa da Lund University revela que cerca de 50% dos casos de demência estão associados a fatores de risco que podem ser alterados, como tabagismo e hipertensão. O estudo, que acompanhou quase 500 participantes ao longo de quatro anos, identificou a relação entre esses riscos e alterações no cérebro relacionadas à demência vascular e à doença de Alzheimer.
Relação entre riscos modificáveis e demência
Os pesquisadores identificaram que fatores como tabagismo, doenças cardiovasculares, lipídios elevados e hipertensão estão fortemente ligados a danos cerebrais associados à demência. A pesquisa destaca que, embora a idade e a genética sejam fatores não modificáveis, muitos riscos podem ser alterados por meio de mudanças no estilo de vida.
Metodologia da pesquisa em Lund University
O estudo envolveu quase 500 participantes com idade média de 65 anos, todos sem sinais de comprometimento cognitivo no início da pesquisa. Durante quatro anos, os pesquisadores monitoraram mudanças na substância branca do cérebro e nos níveis de proteínas associadas à doença de Alzheimer, como a amiloide beta e a tau. O objetivo foi analisar como fatores de risco modificáveis e não modificáveis influenciam as alterações cerebrais ao longo do tempo.
Impacto dos fatores de risco vascular
Os resultados indicam que a maioria dos fatores de risco modificáveis está associada a danos nos vasos sanguíneos do cérebro, resultando em um acúmulo mais rápido de alterações na substância branca. A pesquisa aponta que esses danos podem levar à demência vascular, conforme explicado por Isabelle Glans, uma das autoras do estudo.
Importância de hábitos saudáveis na prevenção
Adotar hábitos saudáveis pode retardar o surgimento de sintomas de Alzheimer, especialmente considerando que muitos pacientes apresentam mais de um tipo de processo patológico no cérebro. O foco em fatores de risco vascular e metabólico pode ser crucial para reduzir os efeitos combinados de várias alterações cerebrais, conforme enfatizado por Sebastian Palmqvist, coautor do estudo.
A pesquisa foi publicada na revista TJPAD e contribui para a compreensão dos mecanismos que ligam fatores de risco modificáveis à demência, reforçando a importância de intervenções na saúde pública.






