Exposição a pesticidas aumenta risco de ELA em trabalhadores

Uma revisão sistemática aponta que a exposição ocupacional a pesticidas pode aumentar significativamente o risco de desenvolver esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neuromuscular progressiva. O estudo revela que homens e trabalhadores com altos níveis de exposição enfrentam os maiores riscos.
Relação entre pesticidas e ELA
Pesquisadores analisaram dados de oito estudos de caso-controle, envolvendo 1.734 indivíduos diagnosticados com ELA. A análise indicou que a exposição a pesticidas no ambiente de trabalho está associada a um aumento de 60% a 70% no risco de desenvolver a doença. O impacto é mais acentuado entre homens, que apresentam o dobro da probabilidade de desenvolver ELA em comparação aos não expostos.
Níveis de exposição e tipos de pesticidas
Os níveis de exposição aos pesticidas também influenciam o risco. Trabalhadores com alta exposição enfrentam quase três vezes mais chances de desenvolver ELA em comparação àqueles sem exposição. Herbicidas estão associados a um aumento de 70% no risco, enquanto inseticidas e fungicidas apresentam um aumento de 60% cada.
Diferenças de risco entre sexos
A análise revelou diferenças significativas entre os sexos. Em estudos que separaram os dados por gênero, homens expostos a pesticidas mostraram um risco duas vezes maior de desenvolver ELA em comparação aos homens não expostos. Não foram observados aumentos correspondentes no risco entre as mulheres expostas.

Limitações do estudo e implicações
As limitações do estudo incluem o número relativamente pequeno de pesquisas elegíveis, o que gera incertezas nos dados. Para fortalecer as evidências sobre os fatores de risco para ELA, os pesquisadores sugerem a necessidade de melhorias metodológicas, como registros de emprego mais detalhados e medições de exposição mais precisas. Os resultados reforçam a importância de intervenções para reduzir a exposição a pesticidas no ambiente de trabalho, conforme discutido na pesquisa publicada na Occupational and Environmental Medicine (DOI: 10.1136/oemed-2025-110662).
Os achados deste estudo ressaltam a relevância de investigar fatores ambientais e ocupacionais que possam ser prevenidos, especialmente em um contexto onde a incidência de ELA tem aumentado nos últimos anos.






