Milho pérola biofortificado melhora microbioma de crianças

Um estudo realizado em Mumbai, na Índia, revelou que o milho pérola biofortificado, rico em ferro e zinco, pode promover mudanças significativas no microbioma intestinal de crianças pequenas. A pesquisa, que envolveu 223 crianças em situação de vulnerabilidade, foi publicada na revista Nature Communications.
Estudo sobre milho pérola biofortificado
Pesquisadores do Cornell Joan Klein Jacobs Center for Precision Nutrition and Health, em colaboração com instituições indianas e a Universidade da Califórnia em San Diego, investigaram o impacto do milho pérola biofortificado na saúde infantil. O grão, que contém quase três vezes mais ferro e zinco do que o milho convencional, foi introduzido na dieta de crianças em Mumbai, onde a deficiência de ferro é comum.
Impacto da deficiência de ferro na saúde infantil
A deficiência de ferro é um dos distúrbios nutricionais mais prevalentes no mundo, afetando cerca de 25% da população global. Em crianças, essa condição pode prejudicar o desenvolvimento cerebral e a resistência a infecções. O estudo destaca que, embora suplementos de ferro possam corrigir a deficiência, eles podem causar efeitos adversos, como diarreia e constipação, especialmente em crianças pequenas.
Metodologia da pesquisa realizada em Mumbai
O estudo envolveu 223 crianças de 12 a 18 meses, divididas em dois grupos: um recebeu refeições com milho pérola biofortificado, enquanto o outro consumiu milho convencional. Os pesquisadores coletaram amostras retais antes e após a intervenção para analisar as comunidades microbianas intestinais. A pesquisa foi realizada em 20 centros de alimentação, onde a quantidade de alimento consumido foi monitorada diariamente.

Resultados e implicações para a nutrição infantil
Os resultados mostraram que as crianças que consumiram o milho biofortificado apresentaram mudanças benéficas em seus microbiomas intestinais, sem os efeitos adversos normalmente associados ao aumento da ingestão de ferro. A pesquisa sugere que uma abordagem baseada em alimentos pode ser uma alternativa viável às estratégias tradicionais de suplementação, promovendo uma nutrição mais personalizada e segura.
A pesquisa contribui para o entendimento de como a alimentação pode influenciar a saúde intestinal em crianças, especialmente em regiões onde a desnutrição é prevalente. A continuidade de estudos nessa área pode abrir caminhos para intervenções nutricionais mais eficazes e adaptadas às necessidades locais.






