Satélites Starlink mapeiam densidade da termosfera terrestre

Pesquisadores da Universidade de Kyoto utilizaram dados de aproximadamente 1.200 satélites Starlink para criar um mapa tomográfico da termosfera, uma região da atmosfera superior que se estende até 482 quilômetros acima da superfície terrestre. A pesquisa revela padrões de densidade atmosférica que podem impactar a segurança de satélites em órbita.
Pesquisa revela densidade da termosfera
O estudo inédito apresenta a primeira representação tomográfica da termosfera, uma camada da atmosfera que é difícil de observar diretamente. Embora a região pareça vazia, partículas atmosféricas ainda estão presentes, e sua densidade pode afetar a trajetória de satélites em baixa órbita. A análise foi publicada na revista Earth, Planets, and Space.
Método inédito utilizando dados de satélites
Os pesquisadores aplicaram um método de tomografia, semelhante ao utilizado em exames médicos, para estimar a variação da densidade atmosférica. Ao monitorar as mudanças na energia orbital dos satélites, foi possível mapear a densidade em diferentes localizações geográficas, superando limitações de estudos anteriores que se baseavam em trajetórias individuais.
Importância da densidade atmosférica para a segurança orbital
Compreender a densidade da termosfera é crucial para a segurança orbital, pois alterações na densidade podem influenciar a previsão de reentradas e manobras de satélites, além de aumentar o risco de colisões com detritos espaciais. O novo método de mapeamento oferece uma visão mais ampla e precisa das variações de densidade, o que pode melhorar previsões de clima espacial.

Publicação e apoio da pesquisa
O estudo, intitulado “Tomografia da densidade termosférica a partir da Ephemeris Starlink: relatório inicial”, foi apoiado pela Japan Society for the Promotion of Science e pode ser acessado através do link DOI: 10.1186/s40623-026-02509-5. A pesquisa representa um avanço significativo na intersecção entre ciência espacial e engenharia.
Os resultados obtidos pelos pesquisadores podem ter um impacto duradouro na forma como a comunidade científica entende e monitora a termosfera, contribuindo para a segurança e eficácia das operações espaciais no futuro.






