Tubarão da Groenlândia pode viver 400 anos sem envelhecer os olhos

Um estudo recente revela que o tubarão da Groenlândia, conhecido por sua longevidade, pode viver até 400 anos sem apresentar os sinais de envelhecimento ocular normalmente associados a essa faixa etária. A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade da Califórnia, Irvine, sugere que mecanismos de reparo de DNA desempenham um papel crucial na preservação da saúde ocular desses animais.
Longevidade do tubarão da Groenlândia
Os tubarões da Groenlândia são considerados os vertebrados mais longevos conhecidos, com alguns indivíduos alcançando idades próximas a 400 anos. Essas criaturas habitam as águas frias e escuras do Ártico, onde suas características físicas, como corpos robustos e olhos opacos, frequentemente levam à suposição de que são funcionalmente cegos. No entanto, novas evidências desafiam essa visão.
Mecanismos de reparo de DNA e visão
A pesquisa identificou que os tubarões da Groenlândia possuem um mecanismo de reparo de DNA que pode ser responsável pela preservação da visão ao longo dos séculos. Os cientistas descobriram que a retina desses tubarões não apresenta sinais de degeneração, mesmo após longos períodos de vida. Além disso, a presença de proteínas adaptadas para a detecção de luz azul sugere que esses tubarões estão bem equipados para enxergar em ambientes com pouca luminosidade.
Estudo revela adaptações visuais
O estudo, publicado na revista Nature Communications, foi coautorado por pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça. Os cientistas analisaram a estrutura ocular dos tubarões e encontraram que a proteína rodopsina, essencial para a visão em condições de baixa luminosidade, permanece ativa na retina. Essa adaptação é crucial para a sobrevivência do tubarão em seu habitat profundo e escuro.
Pesquisadores e metodologia da pesquisa
A pesquisa foi liderada pela professora Dorota Skowronska-Krawczyk, da Universidade da Califórnia, Irvine, e envolveu a captura de tubarões entre 2020 e 2024 nas águas da Groenlândia. Os olhos dos tubarões foram dissecados e preservados para análise. A estudante de doutorado Emily Tom, que participou da pesquisa, destacou a complexidade do trabalho, que exigiu adaptações para lidar com amostras significativamente maiores do que as que normalmente são analisadas em laboratório.
Os resultados obtidos podem oferecer novas perspectivas sobre o envelhecimento ocular e contribuir para o desenvolvimento de estratégias que protejam a visão humana ao longo da vida.






