Pegada de mamífero carnívoro de 55 milhões de anos é encontrada na Antártica

Uma pegada fossilizada de um mamífero carnívoro, datada de 55 milhões de anos, foi descoberta na Ilha King George, na Antártica. Este achado representa a primeira evidência conhecida de um mamífero predador no continente e foi registrado na Formação Fossil Hill.
Descoberta de pegadas fossilizadas
A pegada, identificada como T-373, foi encontrada em lama vulcânica e consiste em um conjunto parcial de impressões de mão e pé. O local da descoberta é protegido como uma Área Especialmente Protegida da Antártica, devido à sua rica preservação de plantas, penas e traços de animais.
Características da pegada T-373
A pegada T-373 é pequena, com dimensões semelhantes a uma moeda grande. Apresenta três almofadas de dedos arredondadas dispostas em arco, uma almofada de calcanhar triangular e ausência de marcas de garras. Essas características sugerem que o animal que a deixou tinha um tamanho semelhante ao de um gato e pesava cerca de 1,3 kg.
Implicações para a fauna antártica
A descoberta da pegada T-373 sugere que mamíferos carnívoros, como os sparassodonts, que eram comuns na Patagônia, também habitaram a Antártica. Este achado altera a compreensão sobre a fauna do período Eoceno, indicando que mamíferos ocupavam um nicho predatório em um ecossistema que antes se pensava ser dominado apenas por aves e outros predadores não mamíferos.

Publicação da pesquisa
Os resultados da pesquisa foram publicados em um artigo na revista Polar Biology. Os pesquisadores argumentam que a pegada é a evidência mais forte até agora de que esses mamíferos cruzaram uma ponte de terra que conectava a Antártica à América do Sul antes do isolamento dos continentes.
A descoberta da pegada T-373 não apenas enriquece o registro fóssil da Antártica, mas também sugere uma complexidade maior na teia alimentar do ecossistema antártico do Eoceno, integrando herbívoros, pequenos mamíferos, aves e agora um predador mamífero.






