Pluma gigante sob a África provoca separação do continente

Pesquisadores da Virginia Tech identificaram uma pluma gigante de rocha do manto sob a África, que pode estar contribuindo para a separação do continente. O estudo revela como forças profundas no manto terrestre interagem com forças geológicas mais rasas ao longo do Rift Africano.
Descoberta da Pluma Africana
A pesquisa aponta para a African Superplume, uma vasta pluma de material quente que se eleva do interior da Terra. Essa pluma é responsável por um padrão de deformação incomum ao longo do Rift Africano, que é o maior sistema de rift continental do planeta. Os modelos termomecânicos utilizados na investigação foram desenvolvidos por Tahiry Rajaonarison, que analisou como o fluxo do manto pode influenciar a movimentação da crosta.
Movimentos no Rift Africano
Os dados coletados ao longo de mais de 12 anos de medições por GPS revelaram que, além da deformação esperada perpendicular ao rift, há também movimentos paralelos. Essa descoberta desafia a compreensão tradicional sobre como os rifts continentais se comportam, sugerindo que a pluma pode estar causando uma dinâmica diferente na região.
Modelos Termomecânicos e Deformação
Os modelos 3D termomecânicos indicam que o movimento paralelo ao rift está associado ao fluxo norte do manto. Essa dinâmica é crucial para entender a deformação que não se encaixa nos padrões simples de um continente se esticando. A pesquisa foi publicada no Journal of Geophysical Research.
Forças em Debate
O estudo também contribui para o debate sobre as forças que impulsionam o Rift Africano. Duas principais teorias são discutidas: as forças de flutuação da litosfera e as forças de tração do manto. As primeiras atuam próximas à superfície, enquanto as últimas se originam mais profundamente. As observações de D. Sarah Stamps indicam que ambas podem ser relevantes para explicar a complexidade dos movimentos na região.
A pesquisa sobre a pluma africana e suas implicações para a geodinâmica do continente é um avanço significativo na compreensão dos processos geológicos em curso. A interação entre forças profundas e rasas pode redefinir o conhecimento sobre a evolução tectônica da África.






