Pesquisa revela formação da crosta de Mercúrio por vulcanismo extremo

Uma nova pesquisa indica que a crosta de Mercúrio se formou por um vulcanismo mais intenso do que se pensava anteriormente. O estudo, liderado por Christian Renggli do Max Planck Institute for Solar System Research, analisa a abundância de dióxido de silício (SiO2) na superfície do planeta, revelando detalhes sobre sua história geológica.
Características da superfície de Mercúrio
A superfície de Mercúrio é marcada por um terreno árido e repleto de crateras de impacto, apresentando características que sugerem um mundo há muito inativo. No entanto, a missão Messenger, realizada entre 2011 e 2015, revelou a presença de vastas planícies de lava com mais de um quilômetro de espessura, além de características vulcânicas como os chamados ‘hollows’ e depósitos avermelhados.
Nova pesquisa sobre a composição da crosta
O estudo, intitulado A abundância de SiO2 nas superfícies da Lua e Mercúrio, sugere que a crosta de Mercúrio é composta por uma quantidade de SiO2 até 25% inferior ao que se acreditava. Essa descoberta implica que a história vulcânica do planeta é diferente do que se supunha anteriormente.

Método de mapeamento do SiO2
Os pesquisadores utilizaram o efeito Christiansen para mapear a abundância de SiO2 na superfície de Mercúrio. Esse método envolve a análise de pontos de transparência em um espectro de infravermelho médio, que varia conforme a composição mineral. A calibração do método permitiu determinar a quantidade de SiO2 na superfície mercuriana.
Implicações para a história vulcânica de Mercúrio
As novas medições sugerem que as rochas vulcânicas de Mercúrio se formaram a partir de um material do manto mais profundamente derretido do que se acreditava. Isso indica que, sob a crosta sólida do planeta, o SiO2 se acumula no manto fundido, resultando em uma lava mais rica em SiO2 ao longo do tempo. A pesquisa pode alterar a compreensão sobre a evolução geológica de Mercúrio.

A análise detalhada da composição da superfície de Mercúrio continua a ser um desafio, uma vez que nenhuma sonda aterrissou no planeta até o momento. As descobertas recentes abrem novas possibilidades para entender a história vulcânica e a formação do planeta mais próximo do Sol.






