Pesquisadores identificam linhagens extintas de tartarugas gigantes

Pesquisadores da Universidade de Yale desenvolveram uma nova abordagem computacional que permitiu a recuperação de informações evolutivas a partir de DNA altamente degradado, identificando duas linhagens extintas de tartarugas gigantes das Ilhas Galápagos.
Nova abordagem computacional recupera DNA degradado
A equipe utilizou ferramentas de análise genômica projetadas para trabalhar com material genético severamente danificado. Apesar de alguns espécimes preservados em museus conterem menos de 1% de seus genomas legíveis, foi possível extrair informações suficientes para identificar linhagens extintas.

Identificação de linhagens a partir de fragmentos genéticos
Os pesquisadores analisaram DNA extraído de ossos secos de coleções históricas, representando duas linhagens extintas. Ao combinar fragmentos genéticos sobreviventes, a equipe conseguiu mapear essas amostras em uma árvore filogenética de referência, que foi construída com genomas de tartarugas vivas e outros espécimes históricos.

Implicações para a conservação das tartarugas nas Galápagos
A identificação das linhagens San Cristóbal e Santa Fe pode ter implicações significativas para os esforços de conservação. A pesquisa sugere que o material genético de linhagens extintas pode ainda estar presente em tartarugas híbridas que resultaram de cruzamentos entre espécies após a movimentação humana.

Publicação dos resultados na Proceedings of the Royal Society B
Os resultados do estudo foram publicados na revista Proceedings of the Royal Society B. A pesquisa foi financiada por diversas instituições, incluindo a Galapagos Conservancy e o Turtle Taxonomy Fund. Para mais detalhes, acesse o DOI: 10.1098/rspb.2026.0103.
A nova metodologia desenvolvida pode não apenas contribuir para a descoberta de linhagens extintas, mas também ser aplicada em esforços mais amplos de conservação da vida selvagem, ampliando o conhecimento sobre a diversidade genética das tartarugas gigantes.






