Arqueólogos descobrem tumba rara de 4.000 anos na Noruega

Uma escavação para a construção de um parque empresarial na Noruega resultou na descoberta de uma tumba de 4.000 anos, conhecida como hellekiste. O achado ocorreu na região de Svinesund, próxima à fronteira com a Suécia, e é considerado um dos raros exemplares desse tipo de sepultura.
Descoberta em escavação para parque empresarial
A tumba foi encontrada durante uma escavação supervisionada por Kjersti Væge, do Museu de História Cultural da Universidade de Oslo. Inicialmente, a equipe buscava vestígios de um assentamento da Idade da Pedra, mas a presença de fragmentos de carvão e pedras queimadas levou à identificação de uma sepultura. O local, que será transformado em um parque empresarial, revelou uma estrutura funerária incomum.
Características da tumba hellekiste
A hellekiste encontrada é composta por lajes de pedra pesando centenas de quilos, formando uma sepultura em forma de caixa. Com cerca de 70 centímetros de profundidade, a tumba possui um piso inteiramente revestido de pedras, que foram dispostas com precisão, semelhante a um mosaico. Este tipo de sepultura, raro na Noruega, tem menos de 20 registros conhecidos na região.

Importância histórica das hellekister na Noruega
As hellekister são consideradas um desenvolvimento posterior às grandes tumbas megalíticas da Escandinávia. A história dessas sepulturas na Noruega é relativamente recente, com as primeiras identificações ocorrendo no início do século XX. O arqueólogo Gabriel Gustafson foi um dos pioneiros na busca por essas estruturas, que eram mais comuns na Suécia e na Dinamarca.
Objetos encontrados e datação da tumba
Dentro e ao redor da tumba, foram encontrados artefatos que indicam uma datação para o final da Idade da Pedra, incluindo uma ponta de flecha de sílex e cerâmica decorada. A análise sugere que a tumba foi utilizada entre 2350 e 1700 a.C., um período que coincide com a construção da Grande Pirâmide de Gizé, embora não haja conexão direta entre as culturas.

A descoberta da hellekiste representa um avanço significativo na compreensão das práticas funerárias da época e contribui para o conhecimento sobre a história antiga da Noruega.






