Estudo revela placa arterial oculta em 1 em 13 adultos jovens

Um estudo internacional revelou que a aterosclerose pode se iniciar de forma precoce, com a detecção de placas arteriais ocultas em cerca de um em cada 13 adultos antes dos 30 anos. A pesquisa, que envolveu 16.808 participantes, indica que a condição é mais comum do que os sintomas ou avaliações de risco habituais sugerem.
Aterosclerose se inicia precocemente em adultos
A aterosclerose é caracterizada pelo acúmulo de gorduras, colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias, podendo levar a eventos cardiovasculares graves. O estudo mostrou que 57,1% dos participantes, que não apresentavam doenças cardiovasculares conhecidas, tinham placas detectáveis, desafiando a ideia de que a prevenção deve se basear apenas na previsão de quem pode adoecer.
Impacto da detecção precoce na prevenção
A detecção precoce da aterosclerose pode transformar a abordagem da prevenção cardiovascular. Em vez de depender de cálculos de risco baseados em fatores como idade e colesterol, a pesquisa propõe o uso de imagens médicas para identificar a doença antes que ela cause sintomas. Essa mudança de paradigma pode permitir intervenções preventivas mais eficazes.
Metodologia do estudo REACT
O estudo faz parte do projeto REACT, que visa mapear a aterosclerose silenciosa ao longo da vida adulta. Financiado pela Novo Nordisk Foundation, o projeto envolve hospitais na Dinamarca e no CNIC na Espanha, e está programado para durar oito anos.

Resultados e implicações para a saúde pública
Os resultados do estudo foram apresentados no Congresso ESC 2026 e publicados no The New England Journal of Medicine. A pesquisa revelou que a aterosclerose pode ser detectada em adultos jovens, com um em cada 13 participantes entre 18 e 29 anos apresentando placas arteriais. Essa descoberta ressalta a necessidade de estratégias de triagem mais eficazes para prevenir doenças cardiovasculares.
A identificação precoce da aterosclerose pode não apenas melhorar a saúde individual, mas também impactar positivamente a saúde pública, reduzindo a incidência de eventos cardiovasculares fatais. A pesquisa continua a explorar como intervenções baseadas na detecção precoce podem ser implementadas na prática clínica.






