Arqueólogos descobrem sepultura de guerreiro sarmata na Ucrânia

Uma equipe do Instituto de Arqueologia da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia identificou a sepultura de um guerreiro armado, datada entre o século I a.C. e o século I d.C., em um antigo monte funerário. O sepultamento, que provavelmente pertenceu aos Roxolani, uma tribo sarmata, foi encontrado na região do Mar de Azov.
Identificação da sepultura
A sepultura foi escavada entre 2018 e 2019 e os resultados foram publicados na revista Archaeology and Early History of Ukraine por Yurii Boltryk e Olena Fialko. O local da escavação, conhecido como Barrow 1, está situado na Spit Arabatska, uma estreita faixa de areia que separa o Mar de Azov da lagoa Sivash, próximo à aldeia de Shchaslyvtseve.

Contexto histórico da descoberta
Os arqueólogos não esperavam encontrar um sarmata ao abrir o monte funerário, pois estavam em busca de sepulturas da Idade do Bronze. No entanto, além de 31 sepulturas dessa época, descobriram um corpo que não se encaixava no perfil dos demais. O homem, com idade entre 20 e 30 anos, estava deitado de costas, com um punhal de ferro preso à coxa direita e um jarro de barro ao seu lado.

Características da sepultura e do corpo
A sepultura do guerreiro sarmata era simples e estreita, com dimensões de aproximadamente 1,8 por 0,6 metros e menos de meio metro de profundidade. O corpo estava sobre um material orgânico, possivelmente casca, e coberto por um filme esbranquiçado. A orientação do corpo, com a cabeça voltada para o noroeste, é considerada uma assinatura étnica pelos especialistas em arqueologia sarmata.

Relevância da pesquisa para a arqueologia
A descoberta é significativa para a compreensão das práticas funerárias dos sarmatas e sua relação com outras culturas da região. A reutilização de montes funerários mais antigos para sepultamentos mais recentes é uma prática comum entre os sarmatas, que eram nômades e viam esses locais como marcos territoriais sagrados. A pesquisa contribui para o entendimento das interações entre diferentes culturas na estepe e a formação da identidade sarmata.
A identificação da sepultura e a análise dos artefatos encontrados oferecem novos insights sobre a vida e a cultura dos sarmatas, além de enriquecer o conhecimento sobre a história da região. Para mais detalhes, a pesquisa pode ser acessada em doi.org/10.37445/adiu.2026.02.07.






