Egiptólogo revela nome de cão em tumba de 3.500 anos

Um egiptólogo da Universidade Johns Hopkins conseguiu decifrar o nome de um cão pintado em uma tumba na antiga Tebas, datada de aproximadamente 3.500 anos. A descoberta revela o nome dwꜣ.ty, que significa “O do Submundo”, e é o 97º nome registrado na lista de nomes de cães egípcios.
Descoberta do nome do cão na tumba de User
O nome do cão foi identificado por meio de filtros digitais aplicados a uma pintura quase apagada na tumba TT 21, pertencente a User, um escriba da época do faraó Thutmose I. Essa identificação é significativa, pois a maioria dos animais representados na arte egípcia não possui nome, sendo os cães uma exceção notável.
Importância dos nomes de cães na antiga sociedade egípcia
Na sociedade egípcia antiga, os nomes dos cães frequentemente refletiam características físicas ou comportamentais, com poucos nomes teofóricos, que incluíam referências a deuses. Os cães eram os animais mais comumente nomeados, com quase cem nomes documentados desde o Império Antigo até o período ptolomaico, enquanto os gatos, por exemplo, têm apenas dois casos duvidosos registrados.

Contexto histórico da tumba TT 21
A tumba TT 21 está localizada na necrópole de Sheikh Abd el-Qurna, na margem oeste do Nilo em Tebas, próxima à moderna Luxor. Pertenceu a User, que ocupava o cargo de escriba e mordomo do faraó Thutmose I. A datação da tumba é complexa devido ao seu estado de conservação, mas acredita-se que tenha sido construída durante o reinado de Thutmose I, entre 1504 e 1492 a.C.
Métodos utilizados para decifrar o nome
A decifração do nome do cão foi realizada por Chelsea Kaufman, que utilizou técnicas de filtragem digital para revelar detalhes da pintura. A pesquisa foi publicada no The Journal of Egyptian Archaeology, onde Kaufman também discute a importância dos nomes de cães na cultura egípcia e suas implicações para a compreensão da vida cotidiana na antiguidade. Para mais informações, acesse este link.

A descoberta do nome do cão na tumba de User não apenas enriquece o conhecimento sobre a relação entre humanos e cães no Egito antigo, mas também destaca a importância da preservação e estudo de artefatos históricos para a compreensão das sociedades passadas.






