Cientistas identificam fraqueza em DNA de câncer agressivo

Pesquisadores do Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSK) descobriram uma vulnerabilidade no DNA extracromossômico (ecDNA) que pode ser explorada para tratar cânceres agressivos. Essa descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias que visem a estabilidade desse material genético, frequentemente associado a um crescimento tumoral acelerado e resistência a tratamentos.
O que é o ecDNA e sua importância
O ecDNA é uma forma de DNA que se apresenta em círculos fora dos cromossomos normais das células. Essa estrutura é encontrada em aproximadamente um em cada seis cânceres humanos e é responsável por amplificar genes que promovem o câncer. Sua presença está ligada a um crescimento tumoral mais rápido e a uma menor taxa de sobrevivência dos pacientes.

Descoberta da fragilidade do ecDNA
Os pesquisadores identificaram que o ecDNA possui pontos fracos estruturais, especialmente em regiões repetitivas de nucleotídeos conhecidos como repetições TA. Essas sequências podem se dobrar em estruturas cruzadas, tornando-se vulneráveis a quebras. A fragilidade intrínseca do ecDNA implica que as células cancerígenas dependem de mecanismos de reparo para manter sua integridade.

Proteínas que mantêm o ecDNA estável
A estabilidade do ecDNA é mantida por duas proteínas principais: FANCM e a polimerase theta (Polθ). A FANCM atua antes que ocorra uma quebra, enquanto a Polθ repara danos já existentes. A inibição da Polθ levou a um acúmulo de danos no ecDNA, resultando em instabilidade crescente e perda do ecDNA nas células cancerígenas.

Implicações para o tratamento do câncer
A combinação da inibição da Polθ com a depleção da FANCM mostrou aumentar ainda mais a instabilidade do ecDNA. Essa descoberta sugere uma nova estratégia de tratamento que poderia interferir tanto na prevenção quanto na reparação de quebras no ecDNA. Vários inibidores da Polθ estão em desenvolvimento clínico, o que pode levar a novas abordagens para combater a resistência ao tratamento em cânceres que dependem do ecDNA.
A pesquisa foi publicada na revista Nature e representa um avanço significativo na compreensão das vulnerabilidades do ecDNA, oferecendo novas perspectivas para o tratamento de cânceres agressivos. Para mais detalhes, consulte o artigo completo em Nature.






