Tratamento não invasivo para câncer apresenta riscos em pacientes

Pesquisadores da UVA Health analisaram os resultados de um estudo sobre a histotripsia, um tratamento não invasivo para tumores hepáticos que utiliza ondas sonoras focadas. Embora o procedimento mostre baixa taxa de complicações imediatas, a mortalidade em 30 dias para pacientes com câncer avançado levanta questões sobre a seleção adequada dos candidatos ao tratamento.
Histotripsia e seus efeitos em pacientes com câncer
A histotripsia é um procedimento que permite tratar tumores no fígado sem a necessidade de incisões, proporcionando uma alternativa menos invasiva. Durante o tratamento, ondas sonoras criam bolhas de ar que destroem as células cancerígenas. Apesar de sua eficácia técnica, o estudo revelou que 11% dos 972 pacientes analisados morreram dentro de 30 dias após o procedimento, embora não tenha sido possível determinar se a histotripsia contribuiu para essas mortes.
Resultados de estudo sobre a segurança do procedimento
Os pesquisadores observaram que a histotripsia apresentou baixas taxas de toxicidade laboratorial e complicações durante o procedimento. No entanto, a mortalidade elevada em um curto período sugere que a condição pré-existente dos pacientes pode ter influenciado esses resultados. O Dr. Allan Tsung, oncologista cirúrgico e presidente do Departamento de Cirurgia da UVA Health, destacou a necessidade de entender melhor quais pacientes têm maior probabilidade de se beneficiar do tratamento.

Desafios na seleção de pacientes para histotripsia
Cerca de 70% dos pacientes tratados apresentavam câncer metastático, com muitos já enfrentando uma doença avançada. Isso levanta a questão sobre a eficácia do tratamento em casos onde o câncer se espalhou para além do fígado. Os pesquisadores argumentam que a escolha do momento para realizar a histotripsia é crucial, especialmente quando a expectativa de vida do paciente é limitada.
Importância da análise de resultados em tratamentos avançados
A pesquisa sobre histotripsia enfatiza que a segurança do procedimento não garante que ele seja a melhor opção para todos os pacientes. O foco deve ser direcionado para a identificação de quem realmente pode se beneficiar do tratamento. O estudo, intitulado “Early Outcomes of Histotripsy for Liver Tumors in US Clinical Practice”, foi publicado na revista JAMA Network Open e pode ser acessado através do DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2026.27493.

A análise cuidadosa dos resultados e a seleção criteriosa dos pacientes são fundamentais para garantir que inovações como a histotripsia proporcionem benefícios significativos na luta contra o câncer.






