Estudo aponta vulcão enterrado na Lua e antigo campo magnético

Pesquisadores da ETH Zurich, DLR e do Instituto de Geociências Aplicadas identificaram um vulcão enterrado na Lua, o que pode fornecer evidências de um antigo campo magnético lunar. A descoberta foi feita a partir da análise do Dewar Swirl, uma característica geológica localizada no lado oculto da Lua.
Descoberta do vulcão enterrado
O Dewar Swirl, classificado como um “cryptomare”, é uma formação geológica que abriga depósitos de basalto antigos cobertos por detritos de impactos. Os pesquisadores determinaram que essa estrutura está sobre um vulcão enterrado, com aproximadamente 60 quilômetros de largura e profundidade entre 5 e 9 quilômetros. A densidade do material abaixo do swirl é maior do que a da área circundante, resultando em uma anomalia gravitacional.
Análise do Dewar Swirl
Para investigar o Dewar Swirl, os cientistas utilizaram dados de sensores gravitacionais e magnéticos de missões como GRAIL, Lunar Prospector e Kaguya. A técnica de variação de informação (VI) foi aplicada para calcular a “inversão” dos dados, permitindo a identificação do objeto subjacente. A análise revelou que a anomalia magnética é horizontal, o que sugere que um campo magnético poderia ter existido na Lua.
Implicações para a história lunar
A presença do vulcão enterrado e a anomalia magnética associada indicam que a Lua pode ter possuído um campo magnético dinâmico no passado. A datação das rochas do Dewar Swirl sugere que esse campo existiu há cerca de 4,22 bilhões de anos, durante um período em que a superfície lunar era influenciada por um campo magnético, o que contrasta com a ideia de que a anomalia poderia ser resultado de um impacto de asteroide.

Métodos de pesquisa utilizados
Os pesquisadores combinaram dados de múltiplas missões espaciais para mapear a estrutura geológica da região. A utilização de sensores gravitacionais e magnéticos foi fundamental para a identificação da anomalia e a confirmação da presença do vulcão enterrado. Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico Science Advances.
A descoberta do vulcão enterrado na Lua e a evidência de um antigo campo magnético oferecem novas perspectivas sobre a evolução geológica do satélite natural da Terra. Esses achados podem contribuir para o entendimento da história lunar e dos processos que moldaram sua superfície.






