Estudo finlandês aponta risco maior de aposentadoria por invalidez a noturnos

Um estudo realizado na Finlândia revelou que indivíduos com cronotipo noturno têm 70% mais chances de receber uma aposentadoria por invalidez em comparação aos matutinos. A pesquisa, que acompanhou adultos por 12 anos, destaca a relação entre o padrão de sono e a saúde ocupacional.
Relação entre cronotipo e aposentadoria por invalidez
O cronotipo, que determina os horários em que uma pessoa se sente mais alerta e produtiva, influencia diretamente a saúde e o desempenho no trabalho. No estudo, pessoas classificadas como noturnas, na faixa dos 40 anos, apresentaram 1,7 vezes mais probabilidade de receber uma aposentadoria por invalidez ao longo de 12 anos em relação aos matutinos.
Metodologia do estudo
Os pesquisadores utilizaram dados de um estudo populacional iniciado em 1966, que incluiu 96% dos nascidos naquele ano em duas províncias do norte da Finlândia. Em 2012, participantes com 46 anos responderam a questionários sobre seus hábitos de sono e preferências de horário, permitindo a classificação de 5.679 adultos por cronotipo. A análise foi publicada na revista Occupational & Environmental Medicine.
Resultados e implicações
Ao longo do acompanhamento, 135 homens (5,2%) e 249 mulheres (8,1%) receberam sua primeira aposentadoria por invalidez. A maior incidência entre os noturnos foi observada em ambos os gêneros, mesmo após ajustes para diferenças socioeconômicas. Os pesquisadores sugerem que a saúde precária dos noturnos pode ser um fator determinante para essa maior taxa de aposentadoria.

Saúde e cronotipo noturno
A pesquisa indica que escolhas de vida menos saudáveis e a desregulação do relógio biológico podem contribuir para a saúde debilitada dos noturnos. Embora o estudo não tenha estabelecido uma relação causal direta entre o cronotipo e a saúde, os autores ressaltam a importância de considerar as necessidades de saúde dessa parcela da população, que representa uma parte significativa da força de trabalho.
Os resultados do estudo reforçam a necessidade de políticas que considerem as particularidades dos diferentes cronotipos, visando promover a saúde e a sustentabilidade no ambiente de trabalho. Para mais detalhes, a pesquisa pode ser acessada através do DOI: 10.1136/oemed-2026-110995.






