Fósseis de Wyoming revelam nova espécie de belemnite antiga

Pesquisadores identificaram uma nova espécie de belemnite, chamada Wyoteuthis linsterorum, a partir de fósseis encontrados em Wyoming. Este animal, que viveu há cerca de 160 milhões de anos, apresenta características únicas que desafiam o entendimento atual sobre a evolução dos cefalópodes.
Descoberta de Wyoteuthis linsterorum
A nova espécie Wyoteuthis linsterorum foi descrita por uma equipe internacional de pesquisadores, incluindo especialistas dos Estados Unidos, Reino Unido e Nova Zelândia. Os fósseis foram encontrados na Formação Sundance, uma área rica em depósitos marinhos que preserva vestígios de um antigo mar interior. Apesar da abundância de fósseis de belemnites na região, apenas dois espécimes desta espécie robusta foram identificados até o momento.

Características do belemnite encontrado
Os fósseis de Wyoteuthis apresentam uma estrutura interna espessa, conhecida como rostrum, que é incomum entre os belemnites. Enquanto a maioria dos fósseis desse grupo mede entre 5 a 10 centímetros de comprimento e 1 a 2 centímetros de largura, o rostrum de Wyoteuthis alcança 10 centímetros de comprimento e 6 centímetros de largura, conferindo-lhe um perfil em forma de barril. Estima-se que o animal vivo poderia ter atingido cerca de 60 centímetros de comprimento.

Contexto paleontológico da descoberta
A descoberta de Wyoteuthis linsterorum é significativa para a paleontologia, pois sugere que essa linhagem de belemnites, considerada extinta há milhões de anos, sobreviveu por mais tempo do que se pensava. A análise por tomografia computadorizada permitiu que os pesquisadores examinassem as características internas dos fósseis sem danificá-los, revelando ligações com uma família de belemnites que havia desaparecido antes do período em que Wyoteuthis viveu.

Homenagem ao colecionador Cliff Linster
O nome Wyoteuthis significa “um lula de Wyoming”, enquanto linsterorum presta homenagem a Cliff Linster, um colecionador de fósseis que contribuiu significativamente para a descoberta. Linster faleceu em junho deste ano, mas soube que sua doação de fósseis estava sendo estudada. A pesquisa foi liderada por Bill Wahl, paleontólogo de Wyoming, e contou com a participação de Alexey Ippolitov, especialista em belemnites.

A descoberta de Wyoteuthis linsterorum não apenas enriquece o conhecimento sobre a diversidade de belemnites, mas também destaca a importância da colaboração entre colecionadores e cientistas na paleontologia. A pesquisa foi publicada na revista Papers in Palaeontology.







