Arqueólogos noruegueses encontram possível âncora da Idade da Pedra

Arqueólogos na Noruega ocidental descobriram uma pedra com um sulco, pesando mais de 30 quilos, em uma pedreira subaquática da Idade da Pedra. Acredita-se que este objeto possa ser a âncora mais antiga já encontrada, o que pode trazer novas perspectivas sobre as práticas de navegação de sociedades pré-históricas.
Descoberta em Hespriholmen
A descoberta ocorreu na pequena ilha rochosa de Hespriholmen, localizada a cerca de cinco quilômetros da costa de Bømlo, na Noruega. O local é considerado um dos mais emblemáticos da Idade da Pedra na região, onde grupos de pescadores e caçadores extraíam rochas para fabricar ferramentas. A pedra com o sulco foi encontrada no fundo do mar, em uma área que já foi uma pedreira ativa.
Análise da pedra com sulco
Os pesquisadores, liderados por Leif Inge Åstveit e Arild Skjæveland Vivås, realizaram análises detalhadas da pedra. A presença do sulco ao redor do objeto sugere que ele poderia ser utilizado para amarrar uma corda, o que reforça a hipótese de que se trata de uma âncora. A equipe de especialistas em arqueologia subaquática da Idade da Pedra não encontrou nada semelhante em suas experiências anteriores.

Contexto histórico da pedreira
A pedreira de Hespriholmen foi descoberta em 1923 e é datada entre 7.000 e 6.000 a.C., com evidências de atividade contínua por cerca de 3.000 anos. A análise química e mineral das ferramentas encontradas na região indica que elas foram utilizadas em assentamentos que se estendiam do Sognefjord ao Agder. A importância histórica do local pode ser ampliada com a nova descoberta, que pode ajudar a esclarecer a cronologia das atividades humanas na área.
Implicações da descoberta
Caso a interpretação da pedra como âncora se confirme, isso pode alterar a compreensão sobre as técnicas de navegação e a vida cotidiana das sociedades da Idade da Pedra. A descoberta também levanta questões sobre a necessidade de âncoras em um período em que a navegação era predominantemente feita em canoas. A pesquisa será publicada em um artigo de 2024 no Journal of Island and Coastal Archaeology, onde as análises e interpretações serão submetidas à revisão por pares.

A descoberta em Hespriholmen representa um avanço significativo na arqueologia subaquática e pode fornecer novas informações sobre as práticas de navegação e a cultura das sociedades pré-históricas na Noruega. O estudo contínuo da pedra e do contexto em que foi encontrada poderá revelar mais sobre a vida e as habilidades dos povos que habitaram a região há milênios.






