Um terço dos idosos com distúrbios cognitivos usa medicamentos inadequados

A segurança medicamentosa é um tema crucial para a saúde de idosos, especialmente aqueles que apresentam distúrbios cognitivos. Um estudo recente revelou que, apesar de uma queda no uso de medicamentos potencialmente prejudiciais, ainda um em cada três idosos nessa condição consome substâncias que podem agravar seu estado de saúde.
Importância da segurança medicamentosa em idosos
Com o envelhecimento da população, a segurança no uso de medicamentos se torna cada vez mais relevante. Idosos com demência e outros distúrbios cognitivos estão em maior risco devido à interação de medicamentos com o sistema nervoso central, o que pode levar a complicações como piora da memória e aumento de quedas.
Análise de dados sobre uso de medicamentos
Pesquisadores da Universidade de Buffalo analisaram dados de 2.796 adultos com 65 anos ou mais, constatando que a exposição a medicamentos potencialmente prejudiciais caiu de 39,3% em 2011 para 29,3% em 2022. O estudo foi publicado no Journal of the American Geriatrics Society.
Riscos associados a medicamentos inapropriados
Medicamentos como benzodiazepínicos e alguns sedativos podem comprometer a cognição e a coordenação motora em idosos. O uso inadequado dessas substâncias está associado a um aumento no número de visitas a emergências e internações hospitalares, além de impactar negativamente a saúde mental e aumentar o risco de morte precoce.

Estratégias para redução de medicamentos prejudiciais
Uma abordagem recomendada é o ‘deprescribing’, que envolve a revisão e possível interrupção de medicamentos inadequados. Isso pode incluir a redução da dosagem ou a troca por alternativas mais seguras. A utilização de critérios como os da American Geriatrics Society pode auxiliar na identificação de medicamentos de risco.
Embora o estudo tenha mostrado progresso na redução do uso de medicamentos prejudiciais, a persistência de um terço da população analisada exposta a esses riscos indica a necessidade de revisões regulares de medicação e a implementação de ferramentas de avaliação como o Drug Burden Index.






