Atividade física pode beneficiar pessoas com Parkinson, aponta estudo

Um estudo recente sugere que a atividade física regular pode estar associada a uma desaceleração nos sintomas do Parkinson, incluindo declínios cognitivos e motores. A pesquisa, que acompanhou 294 adultos com a doença, revelou que aqueles que se mantiveram mais ativos apresentaram resultados mais favoráveis ao longo do tempo.
Estudo revela conexão entre atividade física e sintomas de Parkinson
Pesquisadores da Universidade de Cincinnati analisaram como a duração e a intensidade da atividade física diária influenciam a progressão dos sintomas do Parkinson. Os resultados indicam que a atividade física pode ter benefícios duplos, contribuindo para a manutenção das habilidades motoras e cognitivas. A pesquisa foi publicada na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, e acompanhou os participantes por até sete anos.
Metodologia da pesquisa e perfil dos participantes
O estudo incluiu 294 adultos com Parkinson leve a moderado, com idade média de 66 anos. Os participantes relataram o tempo dedicado a atividades físicas semanais, abrangendo tarefas no trabalho, em casa e atividades recreativas. As atividades foram classificadas em moderadas, como caminhada rápida e natação leve, e vigorosas, como corrida e esportes competitivos. A avaliação da atividade foi feita em três dimensões: tempo total de exercício, volume de atividade ajustado pela intensidade e tempo em atividades vigorosas.
Resultados sobre declínio cognitivo e motor
Os resultados mostraram que os participantes mais ativos apresentaram um declínio cognitivo significativamente menor. Aqueles com menor atividade tiveram uma média de queda de 0,478 pontos por ano em uma avaliação cognitiva de 30 pontos, enquanto os mais ativos quase não apresentaram declínio, com apenas 0,007 pontos por ano. Em relação aos sintomas motores, os menos ativos mostraram um aumento médio de 0,143 pontos anualmente, enquanto os moderadamente ativos e os mais ativos apresentaram reduções nos sintomas.

Limitações e considerações sobre os achados
Os pesquisadores alertam que os benefícios da atividade física podem depender da continuidade do exercício ao longo do tempo. A autoavaliação da atividade física pelos participantes pode ter introduzido imprecisões nas estimativas. Além disso, como se trata de um estudo observacional, não foi possível determinar se a atividade física ajudou a preservar a função neurológica ou se os participantes com sintomas menos severos eram mais capazes de se manter ativos. Novas pesquisas são necessárias para explorar a relação entre aumento da atividade física e a progressão da doença de Parkinson.
Os achados deste estudo ressaltam a importância da atividade física para pessoas com Parkinson, sugerindo que a prática regular pode ser um fator relevante na gestão dos sintomas da doença.






