Répteis pequenos se alimentaram de tiranossauro, sugere fóssil

Um novo estudo revela que pequenos répteis, possivelmente da espécie Atrociraptor marshalli, podem ter se alimentado de um tiranossauro, especificamente do Albertosaurus sarcophagus, em Alberta, Canadá. A pesquisa analisa marcas de dentes encontradas em um fóssil, sugerindo um comportamento de necrófago entre esses dinossauros.
Descoberta de fóssil em Alberta
O fóssil foi encontrado na Formação Horseshoe Canyon, uma camada de rocha com aproximadamente 70 milhões de anos, localizada ao longo do rio Red Deer. O espécime de Albertosaurus sarcophagus era um jovem dinossauro, com cerca de 6 metros de comprimento e pesando aproximadamente 533 kg. As marcas de dentes foram identificadas nos ossos da mandíbula do fóssil.
Análise das marcas de dentes
Os pesquisadores, liderados pelo paleontólogo Dr. Philip Currie, analisaram as marcas de dentes na mandíbula do fóssil. Foram encontradas duas séries de marcas: três arranhões paralelos em um osso da mandíbula inferior e uma marca única com cerca de 28 pequenos cortes. A equipe utilizou medições para comparar as marcas com as de dinossauros conhecidos da mesma formação.
Possível predador identificado
A análise indicou que as marcas eram mais consistentes com um dromaeossaurídeo, especificamente o Atrociraptor marshalli, que é a única espécie de dromaeossaurídeo identificada com segurança na Formação Horseshoe Canyon. Os pesquisadores estimam que esse predador pesava entre 16 e 18 kg, o que representa uma diferença de massa de cerca de 30 para 1 em relação ao tiranossauro. Isso sugere que o Atrociraptor provavelmente se alimentou do carcaça, em vez de ter sido um caçador.
Publicação da pesquisa
Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Paleontology. O estudo contribui para a compreensão das interações entre diferentes espécies de dinossauros e o papel dos dromaeossaurídeos como necrófagos no ecossistema da época.
A descoberta de que pequenos predadores podiam se alimentar de tiranossauros altera a percepção sobre a dinâmica alimentar entre essas espécies. A pesquisa abre novas possibilidades para o entendimento do comportamento e da ecologia dos dinossauros durante o período Cretáceo.






