Arqueólogos descobrem bairro grego perdido na Sicília

Uma escavação realizada ao lado dos famosos templos gregos de Agrigento, na Sicília, revelou um bairro desconhecido da antiga cidade de Akragas, cujas paredes desabaram durante o cerco de Cartago em 406 a.C. Além disso, foram encontradas evidências de um grande lago artificial utilizado para a criação de peixes.
Descoberta de bairro na antiga Akragas
Os arqueólogos expuseram, em duas trincheiras de 10 por 10 metros, os restos de um bairro datado do século V a.C. As paredes robustas e os vestígios de construções foram preservados de forma notável devido ao desabamento causado pelo cerco cartaginês. A equipe de escavação, liderada pela professora Claudia Lambrugo, da Universidade de Milão, destacou a importância dessa descoberta para o entendimento da urbanização da cidade.

Evidências de lago artificial para criação de peixes
Na parte inferior do vale, a equipe registrou novas instalações hídricas, incluindo canais de drenagem e cortes na rocha calcarenita. Essas estruturas estão ligadas à represa do lago artificial Kolymbethra, mencionado por historiadores antigos como um local de criação de peixes. O lago, descrito por Diodoro Sículo, tinha dimensões consideráveis e era utilizado para abastecer festas públicas com uma variedade de peixes.

Contexto histórico da cidade de Akragas
Akragas foi fundada por colonos de Gela por volta de 580 a.C. e, um século e meio depois, tornou-se uma das cidades mais ricas do mundo grego. O poeta Píndaro a elogiou como a mais bela das cidades mortais. O cerco de 406 a.C., liderado por um general cartaginês, resultou na evacuação e saque da cidade, um evento que teve consequências duradouras para sua história.

Equipe e apoio institucional da escavação
A escavação conta com o apoio do Parco Archeologico e Paesaggistico della Valle dei Templi, que publicou os resultados da escavação. A equipe é composta por 33 estudantes e pós-graduandos, coordenados por Lambrugo e pelo professor Alessandro Pace. O projeto é parte de uma iniciativa de cinco anos promovida pelo diretor do parque, Roberto Sciarratta.
As descobertas em Akragas não apenas ampliam o conhecimento sobre a cidade antiga, mas também oferecem novas perspectivas sobre a vida cotidiana e as práticas culturais dos seus habitantes. A continuidade das escavações poderá revelar mais informações sobre este importante centro da Grécia antiga.






