Estudo revela longevidade excepcional em vila da Sardenha

Um estudo internacional identificou a vila de Bolotana, na Sardenha, como um possível novo “blue zone”, onde a longevidade é notavelmente alta. A pesquisa, que analisou dados históricos, sugere que as mulheres da comunidade têm uma chance significativamente maior de alcançar os 100 anos em comparação com a média nacional da Itália e dos Estados Unidos.
Bolotana e o padrão de longevidade
Bolotana, uma comunidade montanhosa com cerca de 2.300 habitantes, apresenta um padrão de sobrevivência excepcional entre suas residentes. Mulheres que alcançam os 70 anos têm uma probabilidade de 13,8% de viver até os 100 anos, em contraste com aproximadamente 3,5% na Itália e 3,6% nos Estados Unidos. Essa estimativa coloca a vila em uma posição privilegiada em relação à longevidade.
Análise dos centenários da vila
Em 2024, Bolotana chamou a atenção ao ter seis residentes com 100 anos ou mais. A pesquisa estimou que a ocorrência de centenários na vila é cerca de 11 vezes maior do que nos Estados Unidos. A confiabilidade dos registros históricos, que datam de séculos, foi fundamental para validar as idades dos moradores, permitindo uma análise precisa das histórias de vida dos residentes.
Diferenciais de longevidade entre gêneros
Os dados revelam que as mulheres de Bolotana apresentam uma expectativa de vida restante de quase 21 anos ao atingirem os 70 anos, destacando-se em comparação com outras populações. Embora a longevidade feminina seja uma tendência global, em Bolotana, essa vantagem é ainda mais acentuada, sugerindo que a vila pode abrigar a população feminina mais longeva do mundo.
Fatores que podem contribuir para a longevidade
Diversos fatores podem influenciar a longevidade em Bolotana. A geografia acidentada da vila promove a atividade física diária, enquanto a alimentação local, rica em azeite de oliva e produtos frescos, pode contribuir para a saúde dos moradores. Além disso, a proximidade familiar e a coesão social parecem desempenhar um papel importante na qualidade de vida da comunidade.
Os pesquisadores ressaltam que, embora os registros verificados sejam um avanço na pesquisa sobre longevidade, ainda são necessárias mais observações para confirmar se Bolotana pode ser considerada um “blue zone” estabelecido. A investigação contínua sobre os hábitos e características da vila poderá fornecer insights valiosos sobre a longevidade humana.
O estudo foi publicado na revista Frontiers in Aging e foi coautorado por S. Jay Olshansky, professor emérito de epidemiologia da Universidade de Illinois em Chicago. A pesquisa abre novas possibilidades para entender os fatores que contribuem para a longevidade em comunidades específicas.






