Descoberta de Animal Pré-Histórico com Mandíbula Torcida no Brasil

Cientistas descobriram no Brasil os fósseis de um animal pré-histórico com uma mandíbula torcida, datando de 275 milhões de anos. A descoberta ocorreu em um leito de rio seco na região amazônica, onde foram encontrados nove fósseis de mandíbulas que pertencem a uma nova espécie, chamada Tanyka amnicola. Este animal é considerado um “fóssil vivo” de sua época.
Fossilização e Descoberta
Os fósseis de Tanyka amnicola foram encontrados em um leito de rio seco, onde paleontólogos realizaram escavações que revelaram mandíbulas fossilizadas. Cada mandíbula mede cerca de 15 centímetros e, apesar da ausência de um esqueleto completo, a análise das mandíbulas revelou características únicas. A pesquisa foi publicada na revista Proceedings of the Royal Society B.
Descrição da Nova Espécie
A nova espécie, Tanyka amnicola, recebeu seu nome a partir do idioma indígena guarani, onde “Tanyka” significa “mandíbula” e “amnicola” se traduz como “vivendo ao lado do rio”. A mandíbula torcida e a disposição dos dentes sugerem que o animal era herbívoro e pode ter sido um dos primeiros vertebrados a triturar material vegetal. A peculiaridade da mandíbula intrigou os pesquisadores, que inicialmente pensaram se tratar de uma deformação.
Relação Evolutiva com os Tetrapodes
Tanyka amnicola pertence a um grupo amplo de vertebrados conhecido como tetrapodes, que inclui todos os animais de quatro membros. Os primeiros tetrapodes, chamados de tetrapodes primitivos, se dividiram em duas grandes linhagens. Uma delas evoluiu para a reprodução em terra, enquanto a outra continuou a reprodução aquática, levando ao surgimento de anfíbios modernos. Tanyka é um exemplo de uma linhagem antiga que sobreviveu, similar ao que ocorre com o ornitorrinco entre os mamíferos.
Características Físicas e Hábitos Alimentares
Embora a forma completa do corpo de Tanyka ainda seja desconhecida, as mandíbulas fornecem pistas sobre sua alimentação. A estrutura das mandíbulas sugere que o animal se alimentava de plantas aquáticas, utilizando seus dentes para triturar material vegetal. Estimativas indicam que Tanyka poderia ter até 90 centímetros de comprimento e habitava ambientes de água doce, como lagos.
A descoberta de Tanyka amnicola oferece novas perspectivas sobre a diversidade de vertebrados no passado e a evolução dos tetrapodes. O estudo contribui para o entendimento das adaptações alimentares e morfológicas de espécies que viveram em um período tão remoto.
Fonte: sciencedaily.com






