Cientistas descrevem novo nematódeo no Grande Lago Salgado

Pesquisadores da Universidade de Utah identificaram uma nova espécie de nematódeo, denominada Diplolaimelloides woaabi, no Grande Lago Salgado. O organismo, que mede menos de 1,5 milímetros, foi encontrado em estruturas minerais conhecidas como microbialites, que cobrem partes do fundo do lago.
Descoberta do novo nematódeo
A identificação do Diplolaimelloides woaabi ocorreu após três anos de pesquisa, iniciada quando a pós-doutoranda Julie Jung encontrou os nematódeos durante coletas em kayak e bicicleta. A confirmação da nova espécie foi realizada por meio de sequenciamento de DNA e análises anatômicas detalhadas, que revelaram características como olhos, lábios fundidos e estruturas reprodutivas especializadas.

Características do Diplolaimelloides woaabi
Diplolaimelloides woaabi pertence à família Monhysteridae e à ordem Monhysterida, conhecidas por incluir organismos que toleram habitats extremos. Sua presença no Grande Lago Salgado é intrigante, uma vez que o lago está localizado a cerca de 1.280 metros acima do nível do mar e a 1.287 quilômetros do oceano mais próximo.

Importância ecológica no Grande Lago Salgado
A descoberta do nematódeo é significativa, pois representa apenas o terceiro grupo de metazoários conhecido a habitar as águas hipersalinas do Grande Lago Salgado, ao lado dos camarões de salmoura e das moscas de salmoura. Esses organismos desempenham um papel crucial na cadeia alimentar do lago, que sustenta uma vasta população de aves migratórias.

Possíveis origens do novo organismo
A origem do Diplolaimelloides woaabi é incerta. Uma hipótese sugere que os nematódeos possam ser sobreviventes de um ambiente marinho que existiu durante o Período Cretáceo. O professor Byron Adams, coautor do estudo, propõe que os organismos podem ter habitado a região antes de se tornarem isolados devido a alterações geológicas.
A pesquisa sobre o Diplolaimelloides woaabi foi publicada na revista Journal of Nematology. O estudo contribui para a compreensão da resiliência da vida em ambientes extremos e abre novas possibilidades para investigações sobre a biodiversidade do Grande Lago Salgado.






