Estudo revela que carvalho continua fotossintetizando após crescimento

Um estudo recente publicado na revista Science Advances revela que os carvalhos podem continuar a fotossintetizar por meses após o término do crescimento, desafiando suposições sobre a eficácia das florestas em converter carbono absorvido em armazenamento a longo prazo.
Descoberta sobre a fotossíntese em carvalhos
Os pesquisadores descobriram que, embora a produção de madeira em carvalhos geralmente ocorra de maio a julho, a atividade fotossintética pode se estender até outubro. Aproximadamente 36% da assimilação anual de carbono ocorre após o crescimento ter cessado no final do verão. Essa separação entre a absorção de carbono e a produção de madeira sugere que as florestas podem não estar armazenando carbono da maneira que se pensava anteriormente.
Implicações para modelos climáticos
As descobertas têm implicações significativas para a modelagem do papel das florestas no ciclo do carbono. O autor principal do estudo, Mukund Palat Rao, destaca que muitos modelos climáticos assumem que a fotossíntese está diretamente ligada ao crescimento. No entanto, a pesquisa sugere que isso pode não ser verdade, o que pode levar a uma reavaliação de como as florestas contribuem para o armazenamento de carbono em um mundo em aquecimento.
Metodologia da pesquisa
Para investigar essa relação, os pesquisadores utilizaram dados de satélite sensíveis à atividade fotossintética em 137 locais nos Estados Unidos, além de instrumentos que mediam a troca de CO2 nas copas das árvores em tempo real. Sensores montados nos troncos monitoraram mudanças mínimas no tamanho das árvores, permitindo uma análise detalhada do crescimento ao longo do tempo.
Resultados e padrões observados
Os resultados mostraram que, mesmo após o crescimento ter parado, os carvalhos continuaram a fotossintetizar, o que indica que parte do carbono absorvido é utilizado para funções essenciais, como a manutenção celular e a produção de folhas, em vez de ser armazenado como madeira. Essa dinâmica sugere que a forma como as árvores utilizam o carbono pode ser mais complexa do que se pensava, com implicações diretas para a compreensão do armazenamento de carbono nas florestas.
As novas evidências ressaltam a necessidade de revisar os modelos climáticos atuais para refletir essa complexidade na relação entre fotossíntese e crescimento, o que pode influenciar as estratégias de mitigação das mudanças climáticas.






