Cientistas identificam remanescentes de supernova irmãos

Pesquisadores identificaram um par de remanescentes de supernova que podem ser irmãos, localizados na Nebulosa Medusa, a cerca de 5.000 anos-luz da Terra. A descoberta foi apresentada durante a 248ª reunião da American Astronomical Society e destaca a relação entre duas explosões estelares que ocorreram em um intervalo de tempo significativo.
Descoberta de remanescentes de supernova
Os remanescentes de supernova em questão são a Nebulosa Medusa, também conhecida como IC 443, e um segundo remanescente chamado G189.6+3.3. A Nebulosa Medusa foi formada por uma explosão ocorrida há aproximadamente 8.000 a 9.000 anos, enquanto G189.6+3.3 é um remanescente mais recente, cuja explosão ocorreu entre 20.000 a 110.000 anos após a primeira.

Características da Nebulosa Medusa
A Nebulosa Medusa é uma das mais estudadas do céu, com cerca de 70 anos-luz de diâmetro. É notável por sua intensa emissão de raios gama, detectada pelo observatório Fermi da NASA em 2013, quando partículas da nebulosa interagiram com uma nuvem molecular próxima, chamada Sharpless 249. Além disso, a nebulosa também emite raios-X, sendo observada por telescópios como Chandra e ROSAT.

Observações e confirmações
As observações mais recentes, realizadas pelo telescópio e-ROSITA, confirmaram a existência de G189.6+3.3, um remanescente que se sobrepõe à Nebulosa Medusa. Os pesquisadores notaram uma filamento de gás brilhante que conecta os dois remanescentes, indicando uma interação entre eles. Essa conexão foi corroborada por dados de raios gama, que revelaram emissão associada a prótons acelerados na parte norte do remanescente mais fraco.

Implicações da pesquisa
A descoberta sugere que os dois remanescentes compartilham uma origem comum, uma vez que ambos se formaram a partir de estrelas massivas que evoluíram em um mesmo ambiente. Essa relação pode fornecer novas informações sobre a evolução de sistemas estelares binários e a dinâmica das explosões de supernova, além de contribuir para o entendimento da interação entre remanescentes de supernova e nuvens moleculares.
A pesquisa foi liderada por Miltiadis Michailidis, do Kavli Institute for Particle Astrophysics and Cosmology, e será publicada na revista Nature Communications.






