MIT desenvolve mini fígados que podem substituir transplantes

Pesquisadores do MIT criaram mini fígados injetáveis que restauraram funções hepáticas em camundongos por semanas. Essa inovação pode oferecer uma alternativa viável aos transplantes de fígado, que enfrentam escassez de doadores.
Desenvolvimento dos mini fígados
Os mini fígados foram desenvolvidos a partir de hepatócitos, as principais células funcionais do fígado, que foram encapsuladas em microesferas de hidrogel. Essa técnica permite que as células se mantenham agrupadas e se conectem a vasos sanguíneos próximos, formando estruturas estáveis no organismo.
Funcionamento e eficácia dos mini fígados
Os mini fígados demonstraram a capacidade de realizar diversas funções hepáticas essenciais, como controle da coagulação sanguínea e metabolização de medicamentos. Em experimentos com camundongos, as estruturas injetadas se integraram ao tecido adiposo e formaram uma rede vascular que sustentou a sobrevivência e a funcionalidade dos hepatócitos.

Método de injeção e monitoramento
A equipe do MIT utilizou um método de injeção guiada por ultrassom para posicionar a mistura de hepatócitos e microesferas no corpo dos camundongos. Esse método também permite o monitoramento da estabilidade do enxerto ao longo do tempo, sem a necessidade de procedimentos invasivos adicionais.
Potencial futuro e aplicações clínicas
Os pesquisadores acreditam que, no futuro, os mini fígados poderão ser administrados em diferentes partes do corpo, como no baço ou nas proximidades dos rins. Essa abordagem pode beneficiar milhares de pacientes com doenças hepáticas, oferecendo uma alternativa menos invasiva aos transplantes tradicionais. O estudo foi publicado na revista Cell Biomaterials.

A criação dos mini fígados representa um avanço significativo na medicina regenerativa, com potencial para transformar o tratamento de doenças hepáticas e reduzir a dependência de transplantes.






