Estudo revela moléculas preservadas em fóssil de pterossauro

Um estudo internacional liderado pela Curtin University revelou a presença de moléculas preservadas em um fóssil de pterossauro com 113 milhões de anos, encontrado no Brasil. A pesquisa fornece novas evidências sobre a dieta desses répteis voadores e a importância dos microrganismos na preservação de fósseis.
Descoberta de moléculas em fóssil de pterossauro
O fóssil, que consiste em uma falange de asa de pterossauro, foi preservado em três dimensões e manteve traços químicos que podem indicar sua alimentação. Kliti Grice, autora principal do estudo, destacou que esta é a primeira vez que esteroides foram detectados em um fóssil de pterossauro, sugerindo que esses animais provavelmente se alimentavam de peixes ou lulas.
Importância da preservação microbiana
A pesquisa aponta que a preservação do fóssil está ligada a um conjunto de condições ambientais e à ação de bactérias especializadas. Após a morte do pterossauro, micro-organismos, como bactérias oxidantes de enxofre, iniciaram a decomposição dos tecidos moles e das gorduras, promovendo a mineralização ao redor do corpo. Esse processo contribuiu para a preservação detalhada do fóssil por mais de 100 milhões de anos.
Novas evidências sobre a dieta dos pterossauros
Os resultados do estudo não apenas fornecem novos dados sobre a dieta dos pterossauros, mas também desafiam conceitos tradicionais sobre a preservação de fósseis. A pesquisa sugere que a oxidação, em vez de ser um fator destrutivo, pode ter desempenhado um papel crucial na preservação de fósseis por meio de processos biológicos antigos.

Publicação e apoio à pesquisa
Os achados foram publicados na revista iScience e podem representar um novo mecanismo global de preservação de fósseis, conhecido como Lagerstätten. O estudo foi apoiado por uma prestigiosa bolsa de pesquisa da ARC concedida à professora Grice. Para mais detalhes, acesse o artigo completo através do DOI: 10.1016/j.isci.2026.116199.
A pesquisa sobre a preservação de fósseis e a dieta dos pterossauros abre novas perspectivas para a paleontologia, ressaltando a importância dos microrganismos na compreensão da vida antiga e dos processos de fossilização.






