Novo réptil do Triássico é descoberto no Brasil

Pesquisadores descobriram uma nova espécie de réptil, chamada Silescelida acristata, a partir de fósseis encontrados no Rio Grande do Sul. A redescoberta do fóssil, que havia sido perdido por mais de 20 anos, permite uma nova compreensão sobre a evolução dos répteis que precederam os dinossauros e crocodilos.
Redescoberta de fóssil perdido por 20 anos
O fóssil de Silescelida acristata foi recuperado em rochas do UNESCO Quarta Colônia Geopark, na região central do Rio Grande do Sul. Parte do material havia sido acidentalmente perdida por mais de duas décadas, o que dificultou sua análise inicial.
Características do Silescelida acristata
Silescelida acristata é descrito como um réptil pequeno e esguio, que se locomovia sobre quatro membros. Seu tamanho é comparável ao de um pequeno jacaré. A análise dos ossos das patas revelou que o animal possuía uma postura semi-erecta, o que permitia uma locomoção mais eficiente.

Importância da descoberta para a evolução dos répteis
A descoberta de Silescelida acristata é significativa para entender a evolução dos archosauriformes, grupo que inclui os ancestrais dos dinossauros e crocodilos. O estudo sugere que a espécie pode estar relacionada ao grupo Euparkeriidae, ampliando o conhecimento sobre a distribuição geográfica desses répteis, que até então eram conhecidos principalmente na África, Ásia e Europa.
Colaboração entre instituições de pesquisa
A pesquisa foi realizada por cientistas do Centro de Pesquisa Paleontológica Quarta Colônia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em colaboração com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports.

A redescoberta de Silescelida acristata não apenas enriquece o registro fóssil do Brasil, mas também fornece novas informações sobre a evolução dos répteis em um período crítico da história da Terra, quando a vida estava se recuperando de uma das maiores extinções em massa.






