Fósseis de Diplodocus são encontrados na Espanha

Paleontólogos da Fundación Dinópolis identificaram os primeiros fósseis confirmados do gênero Diplodocus fora da América do Norte. A descoberta, realizada na província de Teruel, revela novas informações sobre a diversidade de dinossauros sauropodes na Europa durante o período Jurássico.
Descoberta de fósseis na Espanha
Os fósseis foram encontrados no sítio La Tejería, próximo à cidade de El Castellar. Os restos fossilizados incluem 14 vértebras caudais bem preservadas e vários ossos chevron. O Diplodocus espanhol viveu há aproximadamente 150 milhões de anos, no final do período Jurássico, e tinha um comprimento estimado de 25 metros, semelhante aos seus parentes americanos.
Características do Diplodocus espanhol
O Diplodocus encontrado em El Castellar apresenta características que o alinham com outros sauropodes gigantes do Jurássico espanhol. Segundo o diretor da Fundación Dinópolis, Dr. Alberto Cobos, a descoberta se destaca por suas semelhanças com vários sauropodes diplodocinos, além de apresentar uma combinação única de características que confirmam sua classificação como Diplodocus.
Importância da descoberta para a paleontologia
A presença do Diplodocus na Península Ibérica sugere que houve movimentação de dinossauros entre a América do Norte e a Europa durante o Jurássico, possivelmente através de pontes de terra temporárias. Essa descoberta fornece evidências significativas sobre a troca faunística entre os continentes, tornando Teruel um local de referência para o estudo da diversidade de dinossauros.

Publicação da pesquisa
Os resultados da pesquisa serão publicados no Journal of Vertebrate Paleontology. O artigo, intitulado “Intercontinental evidence of the iconic genus Diplodocus Marsh, 1878 (Dinosauria, Sauropoda)”, está previsto para ser divulgado em breve. A pesquisa foi conduzida por Sergio Sánchez Fenollosa e colaboradores.
A descoberta dos fósseis de Diplodocus na Espanha representa um avanço significativo na compreensão da paleontologia europeia, ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade dos dinossauros durante o Jurássico e suas interações entre continentes.






