Nova espécie de crocodiliano surge após extinção dos dinossauros

Paleontólogos identificaram uma nova espécie de crocodiliano extinto, chamada Mandrasuchus milleri, que viveu na região que hoje corresponde ao Colorado, Estados Unidos, cerca de 200 mil a 350 mil anos após o impacto do asteroide que causou a extinção dos dinossauros não aviários.
Identificação da nova espécie
A nova espécie, Mandrasuchus milleri, é considerada o primeiro membro confirmado da subfamília Alligatorinae, que inclui os jacarés modernos. A descoberta foi realizada por uma equipe liderada pela paleontóloga Dr. Emily Lessner, do Bureau of Land Management.
Características do Mandrasuchus milleri
O Mandrasuchus milleri era um predador relativamente pequeno, atingindo até 1,5 metros de comprimento e pesando cerca de 35 kg. Possuía um focinho curto e arredondado, com dentes em forma de botão na parte posterior da mandíbula, o que sugere uma dieta generalista.
Habitat e dieta do novo crocodiliano
Este crocodiliano compartilhava seu habitat com o Borealosuchus sternbergii, um crocodiliano maior, indicando que as duas espécies provavelmente dividiam os recursos alimentares disponíveis. O Mandrasuchus milleri alimentava-se de presas variadas, incluindo moluscos e artrópodes, além de poder escavar carcaças maiores.

Relevância da descoberta para a paleontologia
A descoberta do Mandrasuchus milleri é significativa para a compreensão da evolução dos crocodilianos após a extinção em massa do final do Cretáceo. A pesquisa sugere que os ecossistemas aquáticos e terrestres de água doce foram relativamente protegidos das consequências catastróficas que afetaram outras formas de vida no planeta. O estudo foi publicado no Journal of Vertebrate Paleontology e pode ser acessado aqui.
A identificação do Mandrasuchus milleri contribui para o entendimento da radiação dos crocodilianos na América do Norte logo após a extinção dos dinossauros, evidenciando a adaptabilidade e resiliência desses animais em um ambiente em transformação.






