Sinais de rádio de longa duração vêm de variáveis cataclísmicas

Pesquisadores identificaram a origem dos sinais de rádio de longa duração (LPTs), que são emissões periódicas e altamente polarizadas provenientes de sistemas estelares na Via Láctea. A nova descoberta, publicada na revista Nature Astronomy, revela que esses sinais estão associados a variáveis cataclísmicas, especificamente a um sistema binário com uma anã branca.
Características dos sinais de rádio de longa duração
Os LPTs são caracterizados por serem pulsos de rádio coerentes e altamente polarizados, com períodos que variam de minutos a horas. Desde a primeira detecção em 2005, a quantidade de LPTs conhecidos aumentou, mas sua origem permaneceu obscura até agora. A nova pesquisa identificou um LPT específico, chamado ASKAP J174508.9-505149, que apresenta um período orbital de 1,3 horas e exibe emissões de raios-X e pulsos de rádio.
Nova descoberta sobre a origem dos LPTs
A pesquisa liderada por Kovi Rose, estudante de doutorado da Universidade de Sydney, confirma que os sinais de rádio de longa duração provêm de uma variável cataclísmica, um tipo de sistema binário onde uma anã branca atrai material de uma estrela companheira. Essa descoberta é significativa, pois pela primeira vez os cientistas conseguiram vincular um LPT a um sistema específico, esclarecendo a natureza dos sinais.

Mecanismos por trás dos sinais de rádio
Os pulsos de rádio observados não são gerados pela rotação da estrela, mas sim pela interação entre os campos magnéticos das estrelas no sistema binário. Os pesquisadores notaram que as emissões de rádio e raios-X não atingem seus picos simultaneamente, indicando que são produzidas em diferentes regiões do sistema. Essa dinâmica é crucial para entender como os LPTs se formam.
Implicações para a astrofísica e supernovas
A identificação dos LPTs como provenientes de variáveis cataclísmicas tem implicações importantes para a astrofísica, especialmente no estudo de supernovas do tipo Ia. Esses sistemas binários são conhecidos por acumular material até que a anã branca exploda, mas a nova pesquisa sugere que a dinâmica dos LPTs pode oferecer novos insights sobre a evolução e a morte dessas estrelas.

A pesquisa foi publicada em Nature Astronomy e representa um avanço significativo na compreensão dos fenômenos astrofísicos associados a sistemas binários e suas emissões.






