Estudo relaciona vitamina D a melhor desempenho cognitivo

Pesquisa da Emory University indica que a ingestão elevada de vitamina D pode estar associada a um melhor desempenho cognitivo em adultos com comprometimento cognitivo leve e distúrbios do sono. O estudo revela que participantes que consumiram pelo menos 5.000 UI de vitamina D diariamente apresentaram resultados significativamente superiores em testes de cognição.
Pesquisa da Emory University
O estudo, conduzido por pesquisadores da Emory University, envolveu 54 adultos que apresentavam comprometimento cognitivo leve (MCI) e distúrbios do sono. Esses fatores estão frequentemente associados ao início do declínio cognitivo. Os participantes que relataram a ingestão de pelo menos 5.000 UI de vitamina D por dia tiveram um desempenho 13% superior no Montreal Cognitive Assessment (MoCA) em comparação àqueles que não tomaram o suplemento.
Resultados do estudo
Os resultados foram publicados na revista Sleep Medicine. O estudo não encontrou diferenças significativas no desempenho cognitivo com base na forma de vitamina D consumida, seja D2 ou D3. Além disso, doses menores de vitamina D não mostraram associação com melhores resultados cognitivos.

Importância da vitamina D na saúde cerebral
A vitamina D é um nutriente essencial que desempenha um papel crucial na função muscular e nervosa, além de influenciar a qualidade do sono. Distúrbios do sono são comuns em pacientes com Alzheimer, com 50% das pessoas com a doença moderada a severa relatando dificuldades para dormir. A deficiência de vitamina D também está ligada a problemas de sono, como insônia e despertares noturnos frequentes.
Financiamento e publicação da pesquisa
A pesquisa foi financiada pelo National Institute on Aging dos National Institutes of Health, com os códigos R01AG097853-01 e R61AG080606. O estudo foi publicado em 10 de abril de 2026 e pode ser acessado por meio do DOI: 10.1016/j.sleep.2026.108960.

Os achados ressaltam a importância de identificar fatores modificáveis, como a ingestão de vitamina D, em estágios iniciais do declínio cognitivo, especialmente em um contexto de aumento das taxas de Alzheimer.






