Tratamento com células-tronco melhora visão em humanos

Um estudo realizado em Londres demonstrou que um tratamento inovador com células-tronco pode restaurar a visão em pacientes com ceratopatia relacionada à aniridia, uma condição genética rara. Os resultados, publicados na revista JAMA Ophthalmology, indicam avanços significativos na qualidade de vida desses indivíduos.
Estudo pioneiro em tratamento de ceratopatia relacionada à aniridia
O ensaio clínico, conduzido no Moorfields Eye Hospital e na University College London (UCL), envolveu nove pacientes com ceratopatia relacionada à aniridia, uma condição que causa danos progressivos à superfície ocular. A técnica utilizou um implante de colágeno que transporta dois tipos de células-tronco, visando tratar a deterioração da córnea.
Resultados do tratamento em pacientes
Após o tratamento, os resultados mostraram uma melhora significativa nas pontuações de visão e na condição da superfície ocular. O escore médio da superfície ocular nos olhos tratados passou de 9.4 para 5.9 em três meses e 6.7 em doze meses. Em comparação, os olhos não tratados apresentaram pouca mudança, alcançando um escore de 8.0 após o mesmo período.
Desenvolvimento da técnica com colágeno
A técnica desenvolvida pelos pesquisadores combina células-tronco epiteliais limbares e células-tronco estromais, entregues diretamente à área afetada por meio de um suporte de colágeno. Essa abordagem inovadora é a primeira a utilizar um suporte de colágeno para a aplicação de dois tipos de células-tronco em um tratamento ocular.

Perspectivas futuras para a terapia
Os pesquisadores planejam expandir o estudo para um ensaio clínico maior, com a expectativa de que o tratamento seja aceito como uma opção terapêutica pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS). O professor Sajjad Ahmad, um dos responsáveis pelo estudo, enfatizou a importância desses resultados para o futuro do tratamento de condições oculares raras.
A pesquisa foi financiada pelo Medical Research Council, Moorfields Eye Charity e NIHR Biomedical Research. Para mais detalhes, consulte o artigo completo publicado em JAMA Ophthalmology.






