Pterostilbene ajuda células musculares a queimar gordura

Pesquisadores da Universidade de Shinshu, no Japão, descobriram que o pterostilbene, um composto encontrado em frutas como mirtilos e uvas, pode auxiliar as células musculares na queima de gordura. O estudo revela que o pterostilbene atua estabilizando uma proteína chamada PPARδ, essencial para o metabolismo lipídico.
Efeito do pterostilbene nas células musculares
O pterostilbene demonstrou reduzir o acúmulo de gordura em células musculares esqueléticas de camundongos cultivadas. A pesquisa indica que o composto aumenta a degradação e o uso de lipídios armazenados, o que pode melhorar a função muscular. O acúmulo excessivo de gordura nas células musculares, conhecido como miosteatose, prejudica a utilização eficiente de glicose e ácidos graxos.
Mecanismo de ação do pterostilbene
O estudo liderado pelo professor associado Takakazu Mitani identificou que o pterostilbene protege a proteína PPARδ do sistema ubiquitina-proteassoma, que normalmente marca proteínas para degradação. Essa proteção aumenta a atividade do PPARδ, que é crucial para a regulação dos genes envolvidos na oxidação de ácidos graxos.
Resultados da pesquisa e comparação com outros compostos
Entre os compostos testados, o pterostilbene se destacou por sua capacidade de suprimir o acúmulo anormal de lipídios intracelulares, mantendo o crescimento e a diferenciação celular normais. Os resultados foram publicados online em 16 de julho de 2026 e estão programados para aparecer na edição de setembro de 2026 da revista Food Bioscience.
Perspectivas futuras e implicações para a saúde
Os pesquisadores ressaltam que, apesar das promissoras descobertas sobre o pterostilbene, ainda são necessários estudos rigorosos em organismos vivos para avaliar sua eficácia e segurança. O trabalho abre caminho para o desenvolvimento de alimentos funcionais e suplementos nutricionais que visem o metabolismo da gordura muscular.
A pesquisa contribui para um entendimento mais profundo dos mecanismos que regulam o metabolismo lipídico e pode levar a novas abordagens no combate à obesidade e ao diabetes tipo 2.






