Pesquisa desenvolve revestimento que melhora transferência de calor

Pesquisadores da KAIST desenvolveram um revestimento polimérico ultrafino que aumenta a eficiência da transferência de calor por condensação em superfícies de cobre. O novo material permite que gotas de água se formem e se desprendam mais rapidamente, melhorando o desempenho térmico em até 5,5 vezes em comparação com superfícies convencionais.
Inovação em revestimentos poliméricos
O revestimento foi criado por uma equipe liderada pelos professores Youngsuk Nam e Sung Gap Im, que controlaram a espessura e a estrutura da camada polimérica. A técnica utilizada foi a deposição química de vapor iniciada (iCVD), que permite a formação de uma camada ultrafina sobre a superfície. Essa abordagem possibilita que mais gotas se formem à medida que o vapor de água se condensa.
Mecanismo de transferência de calor
A eficiência da condensação depende da remoção rápida da água da superfície. Em superfícies metálicas convencionais, pequenas gotas tendem a se unir, formando uma película que atua como um isolante térmico. O novo revestimento promove a condensação em gotas individuais, um fenômeno conhecido como condensação por gotículas, que melhora a transferência de calor ao expor continuamente a superfície.

Resultados em tubos de cobre
Os testes realizados em tubos de cobre, utilizados em condensadores, mostraram que o coeficiente máximo de transferência de calor por condensação alcançou cerca de 88 kW·m⁻²·K⁻¹. Este resultado representa um aumento significativo em comparação com superfícies de cobre comuns cobertas por uma película de água, além de ser mais de 50% superior a revestimentos hidrofóbicos convencionais.
Aplicações potenciais em indústrias
As implicações dessa pesquisa são vastas, com potencial para melhorar a eficiência energética em usinas e sistemas de dessalinização, além de otimizar o resfriamento de dispositivos eletrônicos. O uso de ‘defeitos’ em superfícies poliméricas como características úteis representa uma nova estratégia no design de superfícies para condensação.

A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications e pode abrir novas perspectivas para o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes em diversas indústrias.






