Nova técnica pode reduzir consumo de energia em memória magnética

Pesquisadores da Universidade de Edimburgo desenvolveram uma abordagem matemática inovadora que promete reduzir drasticamente o consumo de energia em memórias magnéticas, essenciais para a operação de sistemas de inteligência artificial. A técnica visa otimizar a troca de estados magnéticos, o que pode ter um impacto significativo na eficiência energética de dispositivos eletrônicos.
Desenvolvimento de nova abordagem matemática
A nova metodologia utiliza a teoria de controle ótimo, que busca a rota mais eficiente para alcançar um resultado específico. Em vez de aplicar pulsos magnéticos simples, a abordagem calcula como o campo magnético deve mudar ao longo do tempo, permitindo uma transição mais eficiente entre os estados magnéticos.
Eficiência na troca de estados magnéticos
Os pesquisadores testaram a técnica em simulações de três ímãs ultrafinos: Fe₃GaTe₂, Fe₃GeTe₂ e CrSBr. Os resultados mostraram que a magnetização poderia ser invertida em um intervalo de 1 a 10 picosegundos, utilizando campos magnéticos mais de 10 vezes mais fracos do que os métodos convencionais. A energia necessária para a troca foi reduzida para até 0,94 nanojoules, em comparação com até 91,2 nanojoules nos métodos tradicionais.
Resultados promissores em simulações
As simulações indicam que, ao ajustar propriedades como amortecimento magnético e anisotropia, a energia de troca pode cair para a faixa de femtojoules, um nível que poderia rivalizar ou superar as técnicas de memória magnética já estabelecidas, como STT-MRAM e SOT-MRAM.
Impacto potencial na tecnologia de memória
A pesquisa sugere que a nova abordagem pode reduzir o consumo de energia em várias ordens de magnitude em relação às tecnologias de memória atuais, como DRAM e STT-MRAM. Os resultados também se aproximam do limite de Landauer, que define a menor quantidade de energia que deve ser dissipada ao apagar informações de forma irreversível. O estudo foi publicado na revista Advanced Materials.
A nova técnica de otimização pode não apenas transformar a forma como a memória magnética opera, mas também ser aplicada a correntes elétricas e pulsos de laser ultrarrápidos, ampliando as possibilidades para futuras inovações em dispositivos de memória e spintrônica.






