Tyrannosaurus rex mantinha temperatura corporal elevada, diz estudo

Um estudo recente revela que o Tyrannosaurus rex, um dos dinossauros mais conhecidos, mantinha uma temperatura corporal média de aproximadamente 36,3 graus Celsius. Essa descoberta sugere que o animal tinha características fisiológicas semelhantes às de mamíferos modernos, desafiando a visão tradicional de que os dinossauros eram exclusivamente de sangue frio.
Análise revela temperatura corporal do Tyrannosaurus rex
A pesquisa, conduzida por geobiólogos da Universidade da Califórnia em Los Angeles, utilizou uma técnica chamada paleotermometria de isótopos agrupados. Os cientistas analisaram três dentes de Tyrannosaurus rex coletados da Formação Hell Creek, no Montana, datados do final do período Cretáceo. A técnica mede os padrões de ligação de átomos de carbono e oxigênio no esmalte dental, permitindo a estimativa da temperatura em que o mineral se formou.
Método utilizado na pesquisa
O método de paleotermometria de isótopos agrupados revelou que a temperatura média do Tyrannosaurus rex era comparável à de grandes mamíferos atuais, como elefantes indianos e africanos, que possuem temperaturas corporais de 36 e 36,2 graus Celsius, respectivamente. Essa medição é considerada inovadora, uma vez que não havia registros anteriores de medições de temperatura corporal em dinossauros.
Comparação com répteis e mamíferos modernos
Os dentes de crocodilianos que coexistiram com o Tyrannosaurus rex apresentaram temperaturas significativamente mais baixas, em média 30,9 graus Celsius. Essa diferença sugere que o Tyrannosaurus rex mantinha uma temperatura corporal bem acima da de seus contemporâneos répteis, indicando um metabolismo ativo e a capacidade de regular sua temperatura interna.

Implicações para a ecologia e biologia do dinossauro
Os resultados da pesquisa têm implicações significativas para a compreensão da ecologia e biologia do Tyrannosaurus rex. A capacidade de manter uma temperatura corporal elevada poderia ter permitido ao dinossauro habitar uma ampla gama de ambientes, incluindo regiões mais frias, como evidenciado por fósseis encontrados no Alasca. Essa adaptabilidade sugere que pelo menos alguns dinossauros, especialmente os grandes terópodes, eram animais endotérmicos, capazes de gerar e regular seu próprio calor corporal.
As conclusões do estudo foram publicadas na revista Science Advances e contribuem para o crescente corpo de evidências que desafiam a visão tradicional sobre a fisiologia dos dinossauros.






