Telescópios Hubble e Webb identificam novos objetos além de Netuno

Astrônomos descobriram 27 novos objetos trans-netunianos (TNOs) utilizando os telescópios Hubble e James Webb. Esses corpos, que são remanescentes da formação planetária, revelam informações sobre a origem e evolução do Sistema Solar.
Descoberta de objetos trans-netunianos
Os novos TNOs foram identificados em uma região distante do Sistema Solar, onde se esperava encontrar uma maior quantidade de pequenos corpos gelados. No entanto, a quantidade encontrada foi inferior às previsões de alguns modelos de formação planetária. A pesquisa foi conduzida por equipes de doutorado da Universidade de Victoria, no Canadá, em colaboração com o Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá e a Universidade do Norte do Arizona.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa utilizou observações simultâneas dos telescópios Hubble e Webb. O Hubble captou luz visível, enquanto o Webb focou na luz infravermelha. Essa abordagem permitiu determinar as órbitas, estimar os tamanhos e medir as cores dos TNOs, oferecendo pistas sobre a composição de suas superfícies.
Distribuição de tamanhos e cores
Os dados obtidos mostraram que a distribuição de tamanhos dos TNOs é semelhante entre grupos dinamicamente ‘quentes’ e ‘frios’. Essa similaridade sugere que o processo de formação de planetesimais é insensível às condições do disco, resultando em tamanhos semelhantes independentemente da região do Sistema Solar. Além disso, as medições de cor indicam que os pequenos TNOs preservam características de sua formação, apesar de possíveis colisões ao longo do tempo.

Implicações para a formação planetária
As descobertas sobre os TNOs têm implicações significativas para a compreensão da formação planetária. A preservação das cores e tamanhos sugere que esses objetos podem fornecer informações valiosas sobre as condições iniciais do Sistema Solar. A pesquisa contribui para o entendimento de como os planetas se formaram e como os materiais remanescentes evoluíram ao longo de bilhões de anos.
Os resultados da pesquisa foram publicados em dois artigos complementares na revista The Astronomical Journal. As investigações realizadas pelos telescópios Hubble e Webb ampliam o conhecimento sobre a formação e evolução dos corpos celestes no Sistema Solar.






